A trabalhar desde Dezembro de 2006 como maestro da Banda de Música da Trofa, Alberto Freitas apresentou o novo repertório da associação musical na Feira Anual da Trofa e ficou satisfeito com os elogios do público.

Em entrevista ao NT, o maestro falou sobre o seu percurso musical, na sua estadia na banda enquanto músico e nos projectos para banda trofense.

"É uma honra voltar à Banda de Música da Trofa". Depois de ter feito parte da Banda de Música da Trofa como  músico, entre 1977 e 1983, Alberto Freitas voltou a integrar a Banda Trofense, agora como maestro, para relançar o nome da associação no panorama musical nacional e devolver o prestígio alcançado há anos.

A sua primeira participação na banda, há 30 anos, surgiu num convite endereçado pela direcção, ao qual aceitou "com muito gosto". No entanto, por motivos que se prenderam com uma evolução na carreira, Alberto Freitas teve que abandonar seis anos depois.

A exercer funções desde Dezembro de 2006, o maestro apresentou o seu trabalho com um concerto na Feira Anual da Trofa e gostou da reacção do público. "Procurei elaborar um programa com a direcção, com os meus gostos, de forma a deixar uma boa imagem e acabamos por concretizar os objectivos delineados. Muitas pessoas disseram que a banda parecia outra. Tendo em conta que havia uma mancha bastante negativa em torno dela, este tipo de comentários enche-me de grande satisfação".

Com um vasto currículo na índole musical, Alberto Freitas, orgulha-se de ter atingido todos os seus objectivos. "Estou ligado à música desde criança e sempre trabalhei para alcançar todas as minhas metas. Passei pelo teatro de revista e até fiz uns trabalhos na Gulbenkian", referiu.

O maestro integrou ainda outras bandas, onde numa esteve durante 17 anos. Quando entrou nessa banda viu "que muita coisa estava mal e com a minha calma, aliada à colaboração da direcção e alguns elementos da banda, fomos andando de forma a darmos a volta. Houve muitos ensaios acabou por dar um bom resultado e a banda acabou por atingir um nível bastante bom".

Empenho e harmonia são as palavras que caracterizam Alberto Freitas como maestro. Com cerca de oito horas de ensaios e outras extra oriundas "da boa vontade dos músicos", considera que a Banda de Música da Trofa ainda pode ganhar mais prestígio e qualidade. Para isso está a estudar novas obras, "não só para que não haja repetição de anos anteriores, mas para ter novidade também e chamar a atenção de quem assiste aos espectáculos".

No que diz respeito aos músicos que fazem parte da associação musical, o maestro não quis destacar nenhum dos cinquenta e cinco elementos, tendo em conta a qualidade, já que considera que "sendo bons ou menos bons, os músicos vão de encontro ao que pretendemos".

Satisfeito com o trabalho desenvolvido até agora, Alberto Freitas pretende "continuar no caminho certo" para voltar a fazer da Banda de Música da Trofa uma referência musical em Portugal.