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Ano 2008

Alargamento do cemitério questionado na Assembleia

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A Assembleia de Freguesia S. Martinho de Bougado ficou marcada pelas interrogações da oposição e populares sobre a situação do cemitério. E enquanto o presidente expunha a actividade da Junta no sector da educação, a eleita do CDS, Maria Emília Cardoso acusava o executivo de "políticas eleitoralistas".

   A questão da lotação do cemitério foi um dos assuntos mais badalados da Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Bougado, na qual membros da oposição e habitantes acusaram o executivo de ser "passivo" e não cumprir aquela que era a "bandeira" do presidente quando foi eleito nas autárquicas de 2005.

Filipe Azevedo, membro do Partido Social Democrata, foi o primeiro a questionar o edil sobre os esforços que a Junta tem desenvolvido no sentido de resolver o problema, enquanto que Manuel Sequeira, no período da intervenção do público, acusou José Sá de dirigir uma Junta "amorfa com zero ideias e zero projectos", e que em "três anos não fez nada pela sua bandeira do alargamento do cemitério, o que é preocupante".

Acusando José Sá de "andar a dormir três anos sobre esta questão", Jorge Campos mostrou a sua preocupação de como a Junta de Freguesia conseguirá fazer obras de alargamento num ano, "quando ainda tem que solicitar um parecer à CCDR-Norte, um estudo sanitário e um estudo geológico".

"Não há pessoa mais preocupada do que eu", afirmou José Sá que não deixou de anunciar uma possível resolução que passa por, "inicialmente, alargar o actual cemitério e depois construir um novo". O edil afirmou que na semana passada esteve reunido com o presidente da Câmara para começar a renovação da iluminação "que deverá estar concluída dentro de 60 dias".

O presidente aproveitou também para garantir que "era promessa minha resolver todas as obras para a freguesia só têm razão para me acusar no fim do meu mandato. Até lá ninguém se deve preocupar".

"Desanimadora" foi o adjectivo utilizado por Maria Emília Cardoso, do CDS, para caracterizar a actividade do executivo na freguesia. José Sá deu relevo à realização de melhoramentos do parque infantil da EB 1 da Esprela e da visita dos alunos do 4º ano ao Parque das Nações e Assembleia da República, mas a representante do CDS entendeu a iniciativa como uma política eleitoralista de uma Junta que "anda a passos de tartaruga". Para Maria Emília Cardoso, a Junta devia preocupar-se em dotar as escolas de equipamentos como um computador, aquecedores e quadros electrónicos.

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O apoio, segundo o presidente da Junta, "é o necessário", assegurando a satisfação das professoras no final do ano lectivo. "Apoiamos com as obras, mas os equipamentos não temos que ser nós a dar", afirmou o edil que referiu ainda que "as situações para resolver são muitas, mas entendo que o que fazemos não é pouco", exemplificando com a questão dos Paços do Concelho: "Quando alguém queria furtar os terrenos do Parque da Nossa Senhoras das Dores conseguimos resolver a situação e garantir a defesa do património".

No ponto da apresentação da actividade da Junta foi também foi enunciado o apoio às associações de S. Martinho de Bougado e algumas obras em ruas da freguesia, como o alargamento da rua Ramalho Ortigão e a colocação de um tapete na rua Campos Moutinho.

À cerca das obras realizadas, o social democrata Manuel Pontes sublinhou a "grande incapacidade (da Junta) para cumprir o protocolo (de delegação de competências)" assinado com a Camara, ao que o presidente respondeu que "sendo apenas essa verba que consta no protocolo atribuída para esses fins (conservação e limpeza de vias) é difícil arranjar forças para fazer todas as obras que temos realizado, com uma Câmara que não nos deu o subsídio ao contrário do que fez no mandato de Manuel Pontes".

Às habitações degradadas na freguesia, apresentadas por Maria Emília Cardoso, o edil respondeu que a sua resolução "compete à autarquia", assim como todas as questões ligadas ao urbanismo.

José Luís Moreira, tesoureiro da Junta, interveio para esclarecer a eleita do CDS sobre o estudo da utilidade do autocarro para a feira semanal: "Já lhe foi dito que o estudo vai ser feito ao longo do tempo, mas se quer saber gastamos 142 euros por semana de aluguer".

Carlos Azevedo aproveitou o final da Assembleia para mostrar a sua posição discordante com a construção dos Paços do Concelho no Parque Nossa Senhora das Dores. Luís Pinheiro também sublinhou que "em S. Martinho são as pessoas que mandam" e que "ninguém vai construir lá. Não esteja preocupado com isso presidente. Antes pense em apresentar junto da Câmara Municipal aquilo que são os projecto da Junta" concluiu.

Cátia Veloso

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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