Hoje propomo-nos escrever um pouco sobre como achamos que se deve actuar no PRESENTE e o porquê de muito embora não ignorando o PASSADO, não deixar que este nos condicione de forma preponderante nas decisões que têm de ser tomadas, de forma a assegurar-se com estabilidade e sucesso o FUTURO.

É que sempre existirá, e esperamos que cada vez menos, quem continue a tentar deturpar, adulterar e a manipular a realidade actual, tentando assim "condicionar" o FUTURO.

Para nós, a verdade é outra e bem distinta. Senão vejamos se o que a seguir escrevemos tem alguma razão de ser.

A verdadeira diferença, na nossa modesta opinião, está entre os que nunca foram capazes de ultrapassar o seu "umbigo" e passar à prática, assumindo as inerentes responsabilidades, propondo soluções realistas, viáveis e legais e os que procuram, com seriedade, assumir a responsabilidade de apresentar soluções ambiciosas e a coragem de tomar DECISÕES, mesmo que, por vezes, não consensuais, mas legais.

Muitos exemplos poderiam ser enumerados, relativamente a ambos os casos, mas não é essa a nossa intenção, nem o nosso objectivo é o de "fulanizar" um assunto que tem cabimento quer a nível local, nacional e internacional.

Mas ainda sobre os segundos, o FUTURO será sempre o melhor juiz, no entanto, devem seguir e cumprir o que se propuseram fazer, não recuando nunca mesmo perante a demagogia e a chantagem que por vezes é feita nestes casos.

É, no fundo, a diferença entre o ficar demasiado agarrado ao PASSADO ou o de constantemente pretender preparar o FUTURO, mesmo que para tal se tenha de romper no PRESENTE, por muito que custe, com alguns preconceitos.

Naturalmente que uns preferem a primeira hipótese. É uma opção legítima, mas normalmente esses são, por natureza, conservadores e avessos a qualquer tipo de reforma. Mas as reformas não estão na "ordem do dia"?

Outros, ao contrário, não tendo receio de romper com os ditos preconceitos, nem medo da reforma, avançam na direcção da prosperidade. São os que querem aproveitar com inteligência as OPORTUNIDADES que se deparam no quotidiano.

Mas dirão alguns: e não há discussão? Naturalmente que deve haver, mas toda ela deve ser feita virada para o FUTURO e não para o PASSADO e sempre fundada numa estratégia consistente e não alicerçada em paliativos, remendos ou boatos. Nesta perspectiva serão um sinal de esperança e não de "rendição". É óbvio que deve haver um tempo para discutir e UM TEMPO PARA DECIDIR.

Nesse sentido, não se deve dar demasiada atenção aos especialistas na crítica destrutiva e no "bota abaixo". Esses são exímios no palavreado e na retórica, dizem e desdizem com a maior facilidade do mundo, mas, ao cabo e ao resto, não conseguem disfarçar esta realidade indisfarçável: eles foram, são e serão sempre o exemplo mais acabado do "imobilismo". Terminamos dizendo:

NÃO NOS AGARREMOS DEMASIADO AO PASSADO!

 

Alberto Maia