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Afinal ainda não saímos da austeridade

Afinal ainda não saímos da austeridade

Ao fim de 4 anos de governação “geringonçada” e já no final da legislatura, o governo vem confirmar aquilo que sempre negou durante a governação socialista e apoiada pelos partidos de esquerda, os comunistas e os bloquistas: afinal ainda não saímos da austeridade. Foi preciso a “vedeta” do momento, o atual ministro das finanças e presidente do “Eurogrupo” (Mário Centeno) dizer isso mesmo a um jornal estrangeiro, o britânico “Financial Times”.

Por diversas vezes, o primeiro ministro e o ministro das finanças, assim como diversos dirigentes socialistas afirmaram, e até vociferaram vezes sem conta, que tínhamos saído da crise que governo anterior tinha provocado. Afinal foi preciso uma reportagem inglesa para desmentir tudo aquilo que os socialistas e seus aliados de esquerda andaram a dizer durante 4 anos. Só que já se sabia desta realidade, pois os investimentos na saúde, na educação e nas obras estruturantes do país estão completamente parados, desde que a “geringonça” chegou ao poder.

Os verdadeiros culpados da crise que ainda vivemos tem rosto e nome: José Sócrates e os seus ministros e apoiantes, com António Costa à cabeça, que foi o seu número 2, no pior governo de sempre, em tempo de democracia: o governo «socrático». Estes governantes socialistas deixaram o país numa crise tão profunda, que tiveram de pedir ajuda internacional, que ainda hoje estamos a pagar.
Só por curiosidade: sempre que o país teve de pedir ajuda internacional, porque as finanças públicas estavam à beira da rotura (três vezes – 1977, 1981 e 2011), os governos que solicitaram ajuda eram chefiados pelo secretário geral do PS de então (Mário Soares – 1977 e 1981; José Sócrates – 2011). Depois, para «endireitar» as contas públicas, os partidos conservadores foram chamados a governar em tempo de crise, por isso é que foram sempre apelidados de “maus da fita”.

Foi na reportagem do “Financial Times”, que o atual ministro das finanças (Mário Centeno), admitiu que não houve uma “drástica” reversão na austeridade durante a governação liderada pelo PS e apoiada pelos partidos de esquerda. Mas também afirmou (pasme-se!): o governo atual fez mudanças durante a legislatura, mas não foram grandes mudanças relativamente ao que estava a ser feito pelo anterior executivo (PSD/CDS-PP) liderado por Pedro Passos Coelho, que ainda hoje, a esquerda diz que a culpa de se viver em crise é dele.

Os socialistas, comunistas e bloquistas devem ter ficado com a cara e as orelhas a arder ao lerem as afirmações de Mário Centeno, o superministro das finanças portuguesas e presidente do “Eurogrupo”. Os fervorosos apoiantes da “Geringonça” andaram durante 4 anos a dizer mal do governo anterior e afinal o governo que apoiam fez as mesmas coisas que fez o governo de Passos Coelho.

No mesmo dia que saíram a público as afirmações de Centeno sai também uma notícia pouca abonatória para si e para a governação da “Geringonça”: o défice de 2019 vai ser o triplo do que diz o governo. Afinal a “vedeta” Centeno também falha nas suas previsões… e muito!
moreira.da.silva@sapo.pt / www.moreiradasilva.pt

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