Encontro com embaixador sérvio serviu para “trocar impressões” sobre as vantagens que a Sérvia tem para oferecer às empresas associadas à AEBA.

O auditório da AEBA recebeu, no dia 13 de dezembro, vários convidados para conhecerem a realidade da região dos Balcãs. Simão Matos, cônsul honorário da Sérvia no Porto, Adriano Martins, vice-chefe da delegação da União Europeia em Belgrado, na Sérvia e nos Balcãs, e Mirko Stefanovic, embaixador da Sérvia em Portugal, foram os convidados presentes neste encontro de trabalho.

Manuel Pontes, presidente da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), contou que esta oportunidade surgiu através de uma proposta do cônsul da Sérvia, Simão Matos, e em reunião de direção aceitaram o desafio: “Entendemos que é uma zona da Europa pouco explorada sobre o ponto de vista de exportações”. Por essa razão, a direção da AEBA empenhou-se para que esta visita se concretizasse, para que os empresários conhecessem a realidade e para a possível abertura de novos mercados na Sérvia e Balcãs. “Vamos fazer uma missão empresarial agora no princípio do ano, porque não é só o mercado sérvio que nos interessa, mas também os países à volta. E pode ser uma belíssima plataforma para implementar as nossas exportações”, afirmou Manuel Pontes, que completou: “Não há nada melhor do que estes países pequenos, onde a concorrência não seja tão forte e onde possamos conhecer mercados novos”.

Quando questionado sobre as empresas que podiam abrir novos mercados na Sérvia, o presidente da AEBA referiu as “das áreas de comunicações e energias renováveis, das confeções” e também da metalomecânica. “Temos as nossas empresas de tecidos que já fazem trabalhos de excelente qualidade, que podem ir para lá e explorar uma confeção”.

Simão Matos, cônsul honorário da Sérvia, afirmou que escolheu a AEBA para a primeira visita oficial do embaixador sérvio ao Norte de Portugal, por a associação “ter um elevado número de associados e pelo facto de a principal riqueza serem os associados de variadíssimos setores da atividade económica”. Aproveitou ainda para deixar um conselho às empresas que possam querer fixar na Sérvia uma atividade económica. “O principal conselho é tentar descobrir o que é a Sérvia, porque a maior parte das empresas, e também pessoas singulares, tem uma ideia errada acerca deste país. Tem a ideia daquilo que se passou há alguns anos, pensam que é uma zona de conflito e de turbulência, quando de facto já não o é.

E para além disso, a Sérvia é o último país de alargamento, onde existem grandes oportunidades para que as empresas portuguesas se possam internacionalizar e possam orientar também os seus esforços de internacionalização para aquela região”.

Mirko Stefanovic, embaixador sérvio, disse haver várias oportunidades, em muitos dos setores, para as empresas portuguesas, nomeadamente na “agricultura, nos têxteis e qualquer setor da produção alimentar”. Explicou ainda, que a Sérvia “não é um mercado de sete milhões de pessoas, poderá ser o centro para atividades de empresas portuguesas para muitos outros países com os quais tem acordos comerciais referenciais”, dando cobertura a países como a antiga Jugoslávia, Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Cazaquistão, entre outros. E como a Sérvia ainda está num processo de privatização das empresas, os investidores portugueses poderão entrar no mercado através desse mesmo processo. Há ainda a possibilidade de “comprar algumas dessas fábricas, que seriam empresas orientadas para exportação. Ao mesmo tempo, as empresas sérvias podiam ter interesse em trabalhar com Portugal, em alguns mercados estrangeiros, onde as empresas portuguesas estão bem estabelecidas”, finalizou.

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