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Ano 2011

AEBA reúne com embaixador sérvio

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Encontro com embaixador sérvio serviu para “trocar impressões” sobre as vantagens que a Sérvia tem para oferecer às empresas associadas à AEBA.

O auditório da AEBA recebeu, no dia 13 de dezembro, vários convidados para conhecerem a realidade da região dos Balcãs. Simão Matos, cônsul honorário da Sérvia no Porto, Adriano Martins, vice-chefe da delegação da União Europeia em Belgrado, na Sérvia e nos Balcãs, e Mirko Stefanovic, embaixador da Sérvia em Portugal, foram os convidados presentes neste encontro de trabalho.

Manuel Pontes, presidente da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), contou que esta oportunidade surgiu através de uma proposta do cônsul da Sérvia, Simão Matos, e em reunião de direção aceitaram o desafio: “Entendemos que é uma zona da Europa pouco explorada sobre o ponto de vista de exportações”. Por essa razão, a direção da AEBA empenhou-se para que esta visita se concretizasse, para que os empresários conhecessem a realidade e para a possível abertura de novos mercados na Sérvia e Balcãs. “Vamos fazer uma missão empresarial agora no princípio do ano, porque não é só o mercado sérvio que nos interessa, mas também os países à volta. E pode ser uma belíssima plataforma para implementar as nossas exportações”, afirmou Manuel Pontes, que completou: “Não há nada melhor do que estes países pequenos, onde a concorrência não seja tão forte e onde possamos conhecer mercados novos”.

Quando questionado sobre as empresas que podiam abrir novos mercados na Sérvia, o presidente da AEBA referiu as “das áreas de comunicações e energias renováveis, das confeções” e também da metalomecânica. “Temos as nossas empresas de tecidos que já fazem trabalhos de excelente qualidade, que podem ir para lá e explorar uma confeção”.

Simão Matos, cônsul honorário da Sérvia, afirmou que escolheu a AEBA para a primeira visita oficial do embaixador sérvio ao Norte de Portugal, por a associação “ter um elevado número de associados e pelo facto de a principal riqueza serem os associados de variadíssimos setores da atividade económica”. Aproveitou ainda para deixar um conselho às empresas que possam querer fixar na Sérvia uma atividade económica. “O principal conselho é tentar descobrir o que é a Sérvia, porque a maior parte das empresas, e também pessoas singulares, tem uma ideia errada acerca deste país. Tem a ideia daquilo que se passou há alguns anos, pensam que é uma zona de conflito e de turbulência, quando de facto já não o é.

E para além disso, a Sérvia é o último país de alargamento, onde existem grandes oportunidades para que as empresas portuguesas se possam internacionalizar e possam orientar também os seus esforços de internacionalização para aquela região”.

Mirko Stefanovic, embaixador sérvio, disse haver várias oportunidades, em muitos dos setores, para as empresas portuguesas, nomeadamente na “agricultura, nos têxteis e qualquer setor da produção alimentar”. Explicou ainda, que a Sérvia “não é um mercado de sete milhões de pessoas, poderá ser o centro para atividades de empresas portuguesas para muitos outros países com os quais tem acordos comerciais referenciais”, dando cobertura a países como a antiga Jugoslávia, Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Cazaquistão, entre outros. E como a Sérvia ainda está num processo de privatização das empresas, os investidores portugueses poderão entrar no mercado através desse mesmo processo. Há ainda a possibilidade de “comprar algumas dessas fábricas, que seriam empresas orientadas para exportação. Ao mesmo tempo, as empresas sérvias podiam ter interesse em trabalhar com Portugal, em alguns mercados estrangeiros, onde as empresas portuguesas estão bem estabelecidas”, finalizou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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