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AEBA comemora sete anos de vida

AEBA comemora sete anos de vida

Numa altura em que se comemora mais um aniversario da Associação Empresarial do baixo Ave (AEBA), Manuel Pontes presidente da direcção da Associação desde a sua fundação, em Abril de 2000, fez um balanço "francamente positivo", em prol dos seus associados. Para comemorar estes sete anos de actividade a AEBA vai realizar um Encontro de Negócios, as Jornadas Empresariais e uma desfile de moda com marcas de renome associadas da Associação.

  Qual o balanço de actividade da Associação Empresarial do Baixo Ave?

O balanço é francamente positivo. Quando em Abril de 2000, dezassete empresários fundaram a AEBA, jamais imaginaram a grande e rápida dinâmica, crescimentManuel Pontes é o presidente da AEBAo e qualificações alcançados que permitissem ascender a um patamar tão elevado no mundo do associativismo empresarial.

Começamos com um nível de serviços/benefícios reduzidos, nomeadamente de apoio jurídico, consultório médico, apoio contabilístico, processamento de salários e liquidação da segurança social, … hoje fazemos licenciamento industrial, consultoria especializada em ambiente, qualidade higiene e segurança, marketing, recursos humanos, entre outros, fazemos formação em diversas áreas e dirigidas a púbicos diversos, empresários, activos empregados e activos desempregados, jovens à procura do primeiro emprego e adultos à procura de novo emprego, fazemos recrutamento e selecção de profissionais para as empresas e ainda a certificação escolar. Fazemos relações públicas e assessoria de imprensa aos nossos associados, elaboramos estudos de viabilidade financeira, damos apoio na elaboração de candidaturas para obtenção de incentivos financeiros e apoiamos a constituição de novas empresas.

Por tudo o que referi, considero muito positivo o balanço destes sete anos de actividade, sempre em prol da comunidade empresarial dos concelhos da Trofa, Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Maia e Vila do Conde. Penso que somos mesmo uma associação diferente. A prova é que fomos considerados pelo Conselho Superior Associativo da AEP a melhor associação regional em 2005.

Quais as linhas que têm orientado a actividade da Associação ao longo destes anos de vida?

Toda a actividade da AEBA é desenvolvida em função das necessidades evidenciadas pelas empresas, cumprindo a missão para a qual foi criada de defender os legítimos interesses de todos os seus associados, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, indústria e serviços de toda a região do Baixo Ave. Preocupamo-nos em fazer coisas que levem valor às empresas e que as ajudem a tornarem-se mais eficientes e competitivas neste mercado, cada vez mais globalizado, em que não há oportunidade para falhar. Defendemos os valores da honestidade, do rigor, da competência e do trabalho. Procuramos inovar em toda a frente, sempre com um sentido pedagógico e de responsabilidade com a comunidade local em que estamos inseridos. Nem sempre é fácil, mas com o forte empenhamento de toda a equipe constituída pelos órgãos sociais e colaboradores da AEBA têm-se conseguido ultrapassar as dificuldades que foram surgindo. Esperamos continuar com o bom trabalho iniciado há sete anos.

Quais os projectos que estão em desenvolvimento?

Em 2007, com o Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) ainda por regulamentar, não se antevê novos projectos neste primeiro semestre. No entanto, temos entre mãos a conclusão do projecto do InovJovem, até Dezembro de 2007, e dois cursos de Educação Formação.

Ao nível dos projectos financiados, a grande novidade prende-se com a competência atribuída pelo Ministério da Educação, constituindo a AEBA como Centro de Novas Oportunidades, permitindo-nos proceder à certificação escolar de nível secundário. A AEBA é a única instituição do Vale do Ave e uma das oito existentes na região do Grande Porto.

Para este ano, a AEBA ainda tem em mãos o projecto das novas instalações, que contamos fique pronto no último trimestre deste ano. Trata-se de um espaço totalmente renovado, acolhedor e extremamente funcional, que nos permitirá receber de forma mais condigna os associados da AEBA, os formandos e o público em geral.

Como vai ser assinalado este aniversário da AEBA?

Para comemorar o 7º aniversário da AEBA, estamos a organizar um programa ambicioso, no qual pretendemos envolver toda a comunidade empresarial da região do Baixo Ave e também toda a população e formandos que contactam com a AEBA. As comemorações vão decorrer durante dois dias, a 12 e 13 de Abril, estando programado um conjunto de actividades que passam nomeadamente pela organização de um Encontro de Negócios, com a participação de diversas empresas e empresários, as Jornadas Empresariais, subordinadas ao tema "Internacionalizar com Valor", um desfile de moda com algumas marcas de empresas associadas, o lançamento de um concurso de ideias de negócios, com a atribuição de um prémio monetário para a abertura do próprio negócio, entre muitas outras actividades.

Qual a analise da situação económico-empresarial do concelho da Trofa hoje em dia, quando comparada com o ano de criação da Associação?

Desde 2000 que, na Trofa, temos assistido ao encerramento ou à reestruturação de algumas empresas, outrora de referência do nosso concelho. Penso que têm sido situações inevitáveis, mas que, no fundo, contribuíram para o surgimento de novas empresas, mais dinâmicas, mais adaptadas à realidade actual e mais preparadas para encarar o desafio da globalização. Em termos líquidos, continuamos a ter muitas boas empresas em diversos sectores, nomeadamente no têxtil e na metalomecânica, o que dá à Trofa uma vantagem face aos concelhos vizinhos em termos de perspectivas futuras de emprego, riqueza e bem-estar.

O concelho da Trofa continua a ser um concelho onde vale a pena investir?

Claramente que sim, não obstante a dificuldade de vias de acesso e a falta de estruturas de apoio às empresas. Faltam hotéis, serviços de justiça, estruturas adequadas do Ministério do Trabalho, nomeadamente da Segurança Social e do Ministério da Economia. Apesar destes constrangimentos, como a oferta privada de serviços às empresas é rica, e refiro-me às seguradoras, à banca, aos gabinetes de criação e de desenho, aos fornecedores de equipamento, às empresas de assistência técnica (que constituem verdadeiros clusters dos sectores têxtil, automóvel e metalomecânico) as empresas continuam a ter mais vantagens económicas em situarem-se cá. Também a AEBA conjuntamente com a Câmara Municipal da Trofa e a Trofapark estão a trabalhar na criação de uma incubadora de empresas que apoiará e promoverá a fixação no concelho de empresas inovadoras e de alta tecnologia.

Qual o sentimento dos empresários, associados da AEBA em relação ao futuro económico deste concelho?

A Trofa é considerada a terra das oportunidades, pelas pessoas e pelas empresas de sucesso que aqui nasceram. Penso que o sentimento do tecido empresarial local é de confiança e esperança no futuro.

Como empresário, investiria hoje no concelho da Trofa? Porquê?

É evidente que sim. Apesar das dificuldades actuais de uma conjuntura menos boa, existem potencialidades e oportunidades inovadoras voltadas especialmente para os mercados externos.

Como vê a construção da ALE Trofa e da Plataforma logística no concelho da Trofa?

São duas estruturas fundamentais para o forte desenvolvimento do nosso concelho e da nossa zona geográfica. A ALET, apesar das dificuldades levantadas, tem caminhado bem e mais rápido do que era previsível. A sua concretização vai permitir um grande salto qualitativo e quantitativo no rico e diversificado tecido empresarial do concelho. Quanto à plataforma logística, apesar da polémica politico-ambiental será um enorme benefício para o concelho e para a nossa região. É bem-vindo e com rapidez.

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