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Incêndio na Escola Secundária da Trofa para testar meios de intervenção

Incêndio na Escola Secundária da Trofa para testar meios de intervenção

Uma aluna da Escola Secundaria da Trofa foi levada para o hospital e vários outros foram salvos das chamas pelos bombeiros. É este o balanço do incêndio que deflagrou na passada quinta-feira num dos pavilhões deste estabelecimento de ensino.

  A sirene soou às 10.30 horas de quinta-feira no quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa. O alerta de Incêndio chegou da escola Secundária da Trofa, onde vários alunos ficaram encurralados pelas chamas no terceiro andar do pavilhão C. Em poucos minutos uma ambulância, Bombeiros salvaram alunos das chamasum carro de combate às chamas e a viatura de transporte da escada magirus entravam pelo portão das traseiras da Escola que , por acaso estava desimpedido e não tinha carros estacionados a impedir a entrada dos soldados da paz no estabelecimento de ensino. Uma aluna acabou mesmo por ser transportada ao hospital para receber tratamento.

Este até poderia ser o inicio de uma noticia dramática, mas trata-se apenas do relato de um simulacro, organizado pela Direcção da Escola Secundária,em colaboração com os Bombeiros Voluntários da Trofa, a GNR, a Policia Municipal e a Protecção Civil Municipal. Há excepção da aluna que se sentiu mal e foi receber tratamento hospitalar, tudo o resto estava combinado e fazia parte do exercício, previamente marcado mas desconhecido pela grande maioria dos alunos e professores.

Para José Antunes, presidente do Conselho Executivo da Escola o exercício até correu bem já que grande parte da comunidade escolar desconhecia que se tratava de um simulacro o que permitiu, tanto quanto possível aproximar esta situação a uma situação de emergência real", frisou.

O responsável acrescentou que "a escola tem um plano de emergência que todos os anos é distribuído aos novos professores e cada um deles informa depois os alunos dos procedimentos a tomar em situações de emergência. No simulacro de hoje a determinada altura foi necessário corrigir algumas falhas como por exemplo o facto de os alunos que estavam a assistir não estarem à distancia regulamentar de segurança mas, rapidamente conseguimos ultrapassar essa falha", frisou.

Por seu lado Filipe Coutinho, responsável no local pelos Bombeiros Voluntários da Trofa e coordenador da operação fez uma analise positiva da intervenção de todos os meios accionados, reconhecendo no entanto que "há ainda algumas arestas que é preciso limar pois alguns alunos e professores entraram em panico pois pensavam tratar-se de uma situação real e tivemos inclusive de transportar uma aluna ao hospital já tem problemas respiratórios e assustou-se um pouco com toda esta situação", assegurou. O responsável dos bombeiros acrescentou ainda que "esta iniciativa é de louvar, o conselho executivo teve uma atitude digna ao tentar criar um cenário muito próximo da realidade para testar a capacidade de intervenção dos meios e agentes envolvidos nestas operações", concluiu.

O comandante da Guarda Nacional Republicana Oliveira Rego fez uma analise positiva da intervenção dos meios dentro da Escola mas referiu que "há muitos veículos estacionados diariamente em frente ao portão da Escola, na Rua Heliodoro Salgado o que,numa situação real causaria muitos constrangimentos à rápida intervenção dos Bombeiros. A GNR vai passar a fiscalizar estes estacionamentos, fazendo numa primeira fase alguma pedagogia no sentido de explicar às pessoas que não podem estacionar ali mas caso os automobilistas insistam serão autuados", garantiu o Comandante.

Com uma população estudantil de 1500 alunos, duzentos professores e cerca de 40 auxiliares, a Escola Secundária da Trofa é palco de dois simulacros por ano, cumprindo assim " um dever de serviço público" de forma a prevenir " situações de emergência e qualquer eventualidade em termos de acidente", rematou o presidente do Conselho Executivo.

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