Explicar às empresas da região quais são as oportunidades e os obstáculos que surgem nas ações de internacionalização foi o principal objetivo do seminário que a Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA) promoveu no dia 20 de fevereiro, na Trofa.

Especialistas da área expuseram os caminhos que as empresas devem trilhar desde que decidem exportar até entrarem no mercado externo. “Notamos que, muitas vezes, há muita informação do ponto de vista estratégico, mas pouca do ponto de vista operacional, ou seja, como se deve ultrapassar as dificuldades e os problemas que surgem. Esta iniciativa visa dotar as empresas dessa informação útil para decidirem no dia a dia”, explicou João Luís de Sousa, vice-presidente da AEBA.
Para este seminário, a AEBA teve como parceira a Câmara de Comércio, que se assume como “entidade privilegiada para a internacionalização da economia nacional”. A representá-la no seminário esteve Pedro Magalhães, diretor de relações internacionais, que explicou ao NT e à TrofaTv que “o principal constrangimento” das empresas nas ações de internacionalização é “a falta de planeamento”. “Demonstram dificuldades em preparar-se para a abordagem aos mercados externos. Hoje em dia, a informação é muita e está dispersa e o que recomendamos sempre é que as empresas se suportem do que são os apoios que existem para este processo, incluindo a nível financeiro”, adiantou.
Tanto a Câmara de Comércio como a AEBA têm planos de apoio à internacionalização que passa pela disponibilização de informação concreta sobre mercados e oportunidades comerciais, respeitando “a especificidade de cada empresa” e tendo em vista “a mitigação do risco do processo”, sublinhou Pedro Magalhães.
No âmbito da estratégia montada para apoiar as empresas, a AEBA tem já agendados outros seminários.

“Está a aumentar o número de microempresas que estão envolvidas na exportação. Há 20 anos, representavam cerca de 20 por cento, neste momento já são mais de 80 por cento. E são essas empresas que mais precisam de informação e capacitação, porque não têm estruturas que as apoiem e por isso é que estas iniciativas são importantes”. João Luís de Sousa, vice-presidente da AEBA.