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O PS e PSD elegeram o mesmo número de mandatos para a Assembleia Municipal (dez). O PSD tem ainda quatro presidentes de junta eleitos contra apenas três do PS e deverá ser o CDS, com os seus dois representantes que deverão fazer a diferença.

As eleições autárquicas ditaram a obtenção de dez mandatos pelo PS de Joana Lima para a Assembleia Municipal, no entanto a maioria absoluta não foi conseguida, uma vez que o PSD também conseguiu eleger dez mandatos para o mesmo órgão.

Mais de dez mil trofenses confiaram na equipa de Pinto de Almeida e votaram PS (43,27 por cento). Em entrevista ao NT, Pinto de Almeida revelou-se “muito feliz pela vitória”, cujo “mérito é todo da Dra. Joana Lima que deu à candidatura uma dinâmica impressionante”. O cabeça-de-lista do PS para a Assembleia Municipal quer assumir o compromisso com “responsabilidade e dignidade”. “Todos somos responsáveis pelo concelho, temos que dar as mãos, temos que lutar, a Trofa é uma longa caminhada a percorrer. É minha intenção pedir pontualidade, pedir que as intervenções sejam pensadas e objectivas e com mensagens bem claras”, adiantou.

Com menos 334 votos surge o PSD em segundo lugar (41,87 por cento), que tal como o PS elegeu dez mandatos para a Assembleia Municipal. Contactado pelo NT, Daniel Figueiredo, que encabeçou a lista pelo PSD, fez um balanço positivo dos resultados com o PSD a ser o partido mais votado ao nível das Juntas de Freguesia. Referindo que “não há nenhum partido com maioria absoluta na Assembleia”, o social-democrata admite que poderá haver várias coligações, mas não quis adiantar se o PSD poderá protagonizar uma delas. “Há várias possibilidades, terão de ser negociadas de acordo com a necessidade e vontade dos partidos e os acordos que forem conseguidos”.

O CDS-PP logrou 1962 votos (8,24 por cento), elegendo assim apenas um mandato mas com mais um membro que por enerência do cargo de presidente de junta tem direito a fazer parte deste órgão. Assim Carlos Martins é o segundo elemento do CDS-PP a sentar-se na cadeira da Assembleia Municipal. Na análise aos resultados, Jorge Curval, cabeça-de-lista do CDS-PP, realçou a “distância relativamente grande” entre a Câmara e a Assembleia Municipal. “Propunha-me a atingir a média nacional do CDS nas legislativas, entrar nos dois dígitos, mas não consegui”, avançou ao NT. Questionado se vai assumir o mandato, Jorge Curval revelou que ainda não tomou nenhuma decisão, remeteu a mesma para depois da reunião com a Comissão Política Concelhia do partido, mas garantiu que a postura do CDS-PP será a “defesa dos interesses do concelho e do município da Trofa”.

Já a CDU perdeu o lugar que tinha na Assembleia Municipal, ao arrecadar apenas 926 votos (3,89 por cento). Em declarações ao NT, Paulo Queirós considerou que a coligação acabou por “pagar esta vontade de mudança e o chamado voto útil em que as pessoas pretendiam mesmo a derrota do PSD”. Apesar de não ser reeleito para a Assembleia Municipal, Paulo Queirós garantiu que a actividade da CDU “não vai parar”. “Continuaremos activos e a tentar ajudar a gestão desta nova Câmara com as nossas acções, denúncias e opções”, asseverou, não deixando de realçar a manutenção do eleito na Assembleia de Freguesia de Guidões. “Se perdêssemos o eleito em Guidões algo estava muito mal, porque o trabalho feito em Guidões tem muitos anos de consistência e vamos continuar a fazer a nossa intervenção junto da população e das entidades oficiais”, acrescentou.

O PS conseguiu a maioria da votação nas freguesias de S. Martinho e Santiago de Bougado, S. Mamede do Coronado e Guidões. Já o PSD arrecadou foi a opção mais votada nas restantes quatro freguesias: S. Romão do Coronado, Covelas, Muro e Alvarelhos.

Para ajudar à maioria socialista, poderá concretizar-se um acordo entre o PS e o CDS, sendo que os sociais-democratas vão ficar a perder também neste órgão.