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Ano 2010

A tradição ainda é o que era

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Domingo, todos os caminhos iam dar à Póvoa, num dia maravilhoso de sol. Um mar lindo ali mesmo ao lado do estádio e eu, meus amigos, sensibilizei-me com a nossa equipa. São tudo bons rapazes.

São públicas as dificuldades financeiras que o Varzim atravessa, (eu também as tenho atravessado desde 1983 e lá vou aguentando). Mas o Trofense resolveu ser benemérito, poupou-lhes muito o relvado na primeira parte, porque aquilo foi só jogar de um lado. Os poveiros podiam ter alugado meio-campo para uma partida de ténis e tinham feito uns trocos, ao menos para o sabão, porque esforçar, esforçaram-se eles, finalizar, graças ao Senhor dos Navegantes, não conseguiram.

Cantos a favor do Varzim, ao fim de poucos minutos, já iam em quatro, depois perdi-lhe a conta pois já não tinha dedos que chegassem. Já o Trofense, decorria a meia hora, quando finalmente o Hélder Sousa descobriu que havia outra baliza, que até parecia mal, não jogar tempo nenhum do lado dos seus adeptos, que esses sim merecem um grande elogio, mostraram que o Trofense está vivo e compareceram em força, dando apoio à equipa.

Cláudio, com um cabeceamento à maneira, quase marcava um golaço, diga-se que seria de muito belo efeito, mas convinha era ter sido na baliza adversária, assim parecia um campo de sentido único, parecia um daqueles treinos que só jogam com uma baliza, este tipo de jogo determinou que Marco e Varela fossem os mais brilhantes da primeira parte.

Chegados ao intervalo, felizes pelo “cântaro ter ido tantas vezes à fonte, mas não ter perdido a asa”, andei eu por lá a ver se alguma Poveira queria ser minha Madrinha, oferecia-lhe o Ramo(s), que estávamos no Domingo dele, mas vá-se lá saber porquê, (que o Bruxo até tem boa figura) nenhuma aceitou.

O Adjunto Costa, no tempo de descanso, fez juz à palavra e nem se levantou do banco, como eu o compreendo…”Quem vai ao ar, perde o lugar”, assim garantia assento e deviam ser muito confortáveis, pois passaram toda ou quase toda uma primeira parte sentados, impávidos e serenos, enquanto eu fervia em pouca água, já nem sabia se devia pedir uma grua ao cais para os levantar ou se entrava por lá dentro de vassoura em riste a vassourar aquilo tudo.

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Na segunda parte substituiu-se o apagado Jorge Luiz por Williams, que entrou muito bem e subiu para o pódio dos melhores, mudou-se a táctica e finalmente começámos a ver jogo no campo todo. Cá o bruxo não entende porque não jogou ele de início, mas se o treinador afirma que gosta de ver o que valem, espero que tenha ficado satisfeito e se lembre dele no próximo jogo. Ele e o Moustapha tinham feito farinha daquela equipa, que tirando um tal de Mendes, atleta do Braga emprestado ao Varzim, pouco “milho para moer” há por ali.

Aos 52 minutos de jogo, contra a própria maré, que continuava cheia para os Poveiros, Filipe Gonçalves, na sequência de um cruzamento longo marca, fazendo assim cumprir a tradição de nunca perdermos naquele estádio.

Com eles só na secretaria, porque em campo que é bonito, quer joguemos bem ou mal, a tradição continua a ser o que era, tomai lá e embrulhai, que Trofense mesmo Bruxo nunca esquece.

Os poveiros, mais com o coração que com a razão, continuaram a atacar e fizeram com que a nossa alegria pela vantagem fosse igual à que sentimos quando a sogra nos anuncia que vem passar uns tempos connosco…Zero. Muito embora, já na parte final do jogo, a melhor oportunidade de golo nos tenha pertencido. Assim foi sofrer até final que o relógio do árbitro parecia que estava a mudar o fuso, tanto tempo demorou a dar por terminada a partida (uns longos 4 minutos). Era uma lentidão natural, como o foi ter obrigado o Tiago a esperar para reentrar em campo, que isto de queimar tempo, não são todos que engolem e o árbitro até esteve muito bem (para o nosso lado). Nós somos uns apressados, então quando o Campinho se atirou para o chão, o que nós assobiámos, por estar a queimar tempo. Saiu a mancar? Fita para demorar mais um pouco!!

Ainda tiveram o desplante de o substituir pelo Pica logo aos 30 minutos, e isso digo eu que sou Bruxo, foi só para nos arreliar, não foi porque o rapaz se lesionou a sério.

Cá o Bruxo continua a não entender que se deixe Moustapha e Williams no banco de início, continua a não perceber como não se retira o sumo que esta equipa tem, fazendo com que jogue um futebol cinzento, de defesa e bola para a frente pelo ar de preferência. Queremos um arco-íris em campo, queremos chegar ao fim do jogo e dizer que ganhamos, mas merecemos. Domingo valeu pelos 3 pontos e nada mais.

Mas deixo uma saudação ao treinador, não deixou os jogadores recolherem ao balneário, sem virem todos agradecer aos adeptos. Eu achei muito bem, porque um pouco de gratidão por quem tanto os apoia não fica mal a ninguém.

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Por hoje despeço-me desejando uma Santa Páscoa a todos.

 

Bruxo do Curral da Mula

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