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Ano 2011

Blandina Paiva celebrou os 100 anos

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Foi junto da família, que Blandina Paiva celebrou o seu centésimo aniversário. Uma noite que ficou marcada pelas histórias “do antigamente”.

Nasceu no ano da República e lembra-se de passar muita fome na 1ª Guerra Mundial. Natural de Alvarelhos, Blandina Paiva celebrou 100 anos no dia 21 de dezembro, quarta-feira, num restaurante da Trofa. Cerca de 37 pessoas, entre filhos, netos, bisnetos e tetranetos, estiveram presentes para comemorar “de uma forma especial” este aniversário. “Estamos satisfeitos e muito emocionados, porque é uma alegria muito grande ter uma
mãe a fazer 100 anos”, disse Fernanda Paiva. Blandina disse não achar que merecesse tanto.

A aniversariante aproveitou e contou ao NT, um pouco da sua vida. Frequentou a escola até à 2ª classe, mas “sabe fazer contas de cabeça” e de escrever bem o seu nome. Trabalhou durante toda a sua vida no campo e como jornaleira, onde por dia ganhava 15 tostões. Segundo a mesma, o trabalho do campo que mais gostava de fazer era o de “malhar com o mangualde as espigas do milho”.

Fazia renda “para pôr na mesa da cabeceira, cómodas, e naperons”. Além disso, também “trabalhava com lãs, para fazer meias e pantufas para dormir”, contou Fernanda Paiva. Casouse, com 23 anos, com Constantino, que também era jornaleiro, e enviuvou aos 58. Outra das coisas que Blandina costumava fazer, era ir a pé até à feira de Famalicão e comprar alguns porcos. Depois criava-os, “com cabacinha, batatas, couves, abóbora, restos de comida e, quando fosse mais velho, com milho”, para depois os vender.

Blandina aproveitou para contar uma história, de que se recorda, que costumava acontecer nos casamentos. “Antigamente nos casamentos ia uma música a tocar e os pratos faziam “tachim, tachim”, ao mesmo tempo, outra peça tocava e queria dizer “eu duvido, eu duvido”, isto queria dizer que se calhar a moça não ia direita. Esteja, como esteja, ela vai para a igreja”.

Há alguns anos que vive com a filha, pois precisa de ajuda uma vez que não consegue andar. Ultimamente passa o seu tempo na cama e na cadeira de rodas. “Come bem, desde que não seja apetitoso ou muito duro”, afirmou a filha.

Afonso Paiva, um dos bisnetos, disse gostar muito da bisavó, e que quando se “porta mal” ela coloca-o de castigo. Esta comemoração começou com uma missa na Igreja Paroquial de Alvarelhos, celebrada pelo padre Ramos, onde muita gente marcou presença para felicitar a aniversariante e oferecerlhe flores. Os leitores foram os netos e a música esteve a cargo do Grupo Coral masculino de Alvarelhos. No final, houve um jantar que  juntou os cinco filhos, oito netos, doze bisnetos e uma tetraneta.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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