Os animais também necessitam de cuidados com a saúde e o bem-estar. Depois de comprar ou adoptar um animal de estimação não pode esquecer alguns cuidados.

Adoptar um animal é uma decisão que deve ser bem pensada e tomada por toda a família. A AUAUA (Associação Um Animal Um Amigo), explica que os animais “ajudam no desenvolvimento das crianças, são uma companhia para os idosos e, ainda, uma forma de combater o stress e a ansiedade”. O convívio com animais permite aos mais pequenos “novas formas de socialização, aumentando a sua autoconfiança”. No que aos idosos diz respeito, um animal de companhia pode “substituir os filhos que não estão presentes ou as preocupações com o trabalho que já abandonaram”. De acordo com fonte da associação, “os psiquiatras aconselham a terapia com animais no combate à depressão e timidez aguda”. Doentes autistas e com Síndrome de Down podem ser ajudados, recorrendo a terapias com animais.

Depois de escolher o animal que melhor se adequa às necessidades familiares, o novo dono deve ter alguns cuidados. A identificação através de um microchip é obrigatória. O sistema de identificação com microchip consiste na implantação de uma cápsula (com o chip no interior) no animal. Este procedimento é indolor e não traz problemas aos animais. Através do código do microchip é possível identificar o proprietário do animal, caso este se perca ou seja abandonado.

Depois de devidamente registado, as vacinas do animal são outro aspecto fundamental a ter em conta. “A responsabilidade do dono é muito grande no que diz respeito às vacinas, não só para salvaguarda do animal, como das pessoas que se cruzam e convivem com ele”, sublinha a mesma fonte. As primeiras vacinas devem ser aplicadas aos dois meses de idade. Um mês depois, o animal recebe a segunda dose das mesmas vacinas e ainda uma contra a raiva. Passada esta fase inicial, os animais devem ser vacinados todos os anos.

A desparasitação e a esterilização são igualmente importantes para o bem-estar do animal. Existem dois tipos de desparasitação: interna e externa. Em ambos os casos, este processo serve para livrar o animal de parasitas que podem ser prejudiciais tanto à sua saúde como à dos que com ele convivem. No caso da esterilização, destaca-se a “prevenção de reprodução indiscriminada, com consequente sobrepopulação de animais”.

Depois de ponderar todas estas necessidades no momento de escolher um animal de companhia, lembre-se que o abandono de animais é punido por lei, com multas que podem atingir os 3740 euros.