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A quem não vou emprestar o meu voto

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Estou convocado para no dia 16 de outubro ir votar nas eleições legislativas, para eleger a Assembleia da República, a sede da democracia, o órgão representativo de todos os cidadãos portugueses. A Assembleia da República desempenha um importante papel na democracia, pois engloba os nossos legítimos representantes, em quem abdicamos a favor da causa pública e neles depomos o poder da construção normativa à qual, posteriormente, nos iremos submeter.

Estas eleições também servem para premiar ou penalizar os partidos que na legislatura que agora termina representaram os cidadãos, quer tenham estado no poder quer tenham sido oposição, com a consciência que o meu voto serve para eleger deputados e não governos. Vou tentar escrutinar com independência, as propostas apresentadas, o trabalho desenvolvido e a eficácia do partido a quem emprestei o meu voto, nas eleições legislativas anteriores.

Também vou ficar atento às notícias e aos debates entre os concorrentes, assim como à postura dos candidatos e ao programa eleitoral do seu partido, para depois decidir a quem vou emprestar o meu voto, que será seguramente, a quem defender valores próximos dos meus, mas que tenham preocupações com a solidariedade social e tenham propostas para uma saúde pública com qualidade e para a sustentabilidade da segurança social. Mas o que vai pesar mais na decisão de emprestar o meu voto vão ser as propostas concretas e realistas, que tenham preocupações com as pessoas e a sua felicidade, assim como propostas eficazes para o crescimento da nossa economia e de combate à pobreza e à corrupção.

É meu entendimento que os partidos que apoiaram a governação, que contou com uma comunicação social dócil foram mestres na manipulação de factos e nas artes circenses, no populismo, na matreirice, no marketing e na contabilidade dos votos. Quanto aos partidos da oposição, embora alguns deputados tivessem desenvolvido um trabalho político meritório, os seus partidos tiveram uma oposição frouxa, ineficaz e confrangedora, ora entrando numa esquizofrenia desenfreada, com a apresentação de propostas a destempo e descabidas de senso político ora desaparecendo do combate político, para se refugiarem na penumbra do ócio.

Sempre defendi que a participação política ativa de um cidadão é um ato nobre de cidadania, por isso a Assembleia da República, que é o expoente máximo da democracia, não deve ser um antro de canastrões e oportunistas, muito menos de personalidades com falta de cultura democrática, impreparadas ou desonestas. Este tipo de personagens maléficas deve ser extirpado do mundo da política, o mais depressa possível, pois são uma ameaça à já fragilizada democracia.

Também não vou emprestar o meu voto, a quem conseguiu ser candidato através de uma negociação feita às escondidas ou na troca de um prato de lentilhas. Um candidato a Deputado da Nação deve ser escolhido pelo seu mérito, com provas dadas ao longo do tempo, pela sua competência, por ser dedicado ao trabalho, às pessoas e às causas importantes como o desenvolvimento do país, a solidariedade, o ambiente e o combate à corrupção, mas também que seja reconhecido na sociedade com simpatia e proximidade com os eleitores.

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Revolução no Guidões FC e fasquia mais elevada

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Com a nova época houve uma pequena revolução no seio da equipa sénior masculina de futsal do Guidões Futebol Clube. Depois de um 6.º lugar na série 4 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (o escalão mais baixo no distrito), que parece não ter correspondido aos objetivos traçados pela coletividade, a equipa desintegrou-se e apenas um atleta transitou para a nova temporada.

Ficou também o treinador, o trofense Vítor Ferreira, que, “apesar de todos os contratempos” com que se deparou na época transata, com “a saída de alguns jogadores”, considerou que o clube “fez uma estreia positiva”, não deixando de “agradecer” aos que “levaram o seu compromisso até ao último jogo”.

“Estivemos sempre nos lugares da frente e, não fossem dois ou três resultados negativos, teríamos lutado pelo acesso à fase de campeão até às últimas jornadas”, referiu, em declarações ao NT.

Com a nova época, o projeto desportivo passa por, através de um plantel “mais jovem, competitivo e equilibrado”, fazer “melhor” do que em 2018/2019. “Elevamos a fasquia”, admitiu o treinador.

O Guidões FC mantém-se na série 4, onde terá a companhia de uma outra equipa da Trofa, o Futebol Clube S. Romão, contra quem jogará na jornada 7, prevista para a segunda quinzena de novembro.

Lixa, O Amanhã da Criança, Junqueira, Leais e Videirinhos, Juventude de Gaia B, Juventude de Matosinhos e Miramar Império são as restantes equipas que os guidoenses terão de defrontar.

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Escola de Atletismo com forte aposta na equipa feminina

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Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

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A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.

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