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Edição 700

Santa Eufémia Grande fiel à tradição

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Está a decorrer desde o dia 8 de setembro, prolongando-se até ao dia 22, a segunda maior romaria do concelho da Trofa.

Depois da chamada “Santa Eufémia Pequena”, neste último fim de semana realizou-se a chamada Santa Eufémia Grande, com uma programação bastante variada, da qual se destacam, no sábado, as duas eucaristias, de manhã, e o concerto musical, à noite, protagonizado pelo grupo Alvorada Musical, que substituiu Zé Amaro, primeiro cabeça de cartaz anunciado pela comissão de festas em cartaz.

No domingo, além das missas matutinas, houve a encenação das rusgas de antigamente.

Na segunda-feira de Santa Eufémia, os amantes da música ligeira deliciaram-se a assistir aos concertos das Bandas de Música da Trofa e de Lousada até ao pôr-do-sol. Pelas 20.30 horas, tal como manda a tradição, as bandas fizeram as despedida e pelos ares estralejaram os foguetes, dando por encerrado o principal fim de semana das festas.

Mas ainda há mais animação no Monte da Santa Eufémia, no próximo fim de semana, com o 20.º Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio, na tarde de sábado, e o Festival de Folclore, com que terminará a romaria deste ano, a partir das 14 horas.

Dia das Gentes do Mar

Na segunda-feira, no chamado Dia das Gentes do Mar, os romeiros dos concelhos da costa litoral (Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim) dirigiram-se ao Monte e Santuário da Santa Eufémia a fim de cumprirem suas promessas.

Estes romeiros, porém, não se ficam só pela visita a este santuário. Tal como testemunhado pela equipa de reportagem do NT, faz parte da tradição que, na segunda-feira da festa em honra de Nossa Senhora das Dores da Póvoa de Varzim (o mesmo que segunda-feira de Santa Eufémia), as gentes do Mar, como são conhecidos os habitantes das costas marítimas (pescadores e outros), visitam várias igrejas do nosso concelho para orarem aos seus patronos e cumprirem as várias promessas aos diversos santos de sua devoção.

Logo pela manhã, visitam o santuário de Santa Eufémia, a igreja matriz de Alvarelhos (orando ao São Caetano), seguem para o Monte de São Gens, (São Gens e Nossa Senhora da Alegria) e terminam em S. Romão do Coronado, onde rezam ao S. Bartolomeu, ao mártir S. Romão e à Nossa Senhora do Rosário.

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Revolução no Guidões FC e fasquia mais elevada

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Com a nova época houve uma pequena revolução no seio da equipa sénior masculina de futsal do Guidões Futebol Clube. Depois de um 6.º lugar na série 4 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (o escalão mais baixo no distrito), que parece não ter correspondido aos objetivos traçados pela coletividade, a equipa desintegrou-se e apenas um atleta transitou para a nova temporada.

Ficou também o treinador, o trofense Vítor Ferreira, que, “apesar de todos os contratempos” com que se deparou na época transata, com “a saída de alguns jogadores”, considerou que o clube “fez uma estreia positiva”, não deixando de “agradecer” aos que “levaram o seu compromisso até ao último jogo”.

“Estivemos sempre nos lugares da frente e, não fossem dois ou três resultados negativos, teríamos lutado pelo acesso à fase de campeão até às últimas jornadas”, referiu, em declarações ao NT.

Com a nova época, o projeto desportivo passa por, através de um plantel “mais jovem, competitivo e equilibrado”, fazer “melhor” do que em 2018/2019. “Elevamos a fasquia”, admitiu o treinador.

O Guidões FC mantém-se na série 4, onde terá a companhia de uma outra equipa da Trofa, o Futebol Clube S. Romão, contra quem jogará na jornada 7, prevista para a segunda quinzena de novembro.

Lixa, O Amanhã da Criança, Junqueira, Leais e Videirinhos, Juventude de Gaia B, Juventude de Matosinhos e Miramar Império são as restantes equipas que os guidoenses terão de defrontar.

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Escola de Atletismo com forte aposta na equipa feminina

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Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

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A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.

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