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Edição 466

A poesia e a floresta – Mostra o teu poema e faz brilhar meu coração

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A Escola Secundária da Trofa assinalou, na sexta-feira, dia 21 de março, uma dupla comemoração: o Dia da Floresta e o Dia da Poesia.

Estas atividades, inseridas no Plano Anual de Atividades do Agrupamento de Escolas da Trofa, tiveram a organização dos docentes das turmas, mas foram os alunos os grandes protagonistas, assumindo todo o trabalho de dinamização e concretização das diferentes ações levadas a cabo.

Da parte da manhã, no auditório da Escola Secundária da Trofa, houve um tempo de poesia, com alunos do 3º ciclo e secundário a recitarem poemas dos nossos escritores. Mas não só. Também alguns alunos tiveram a oportunidade de mostrar a sua veia poética, declamando textos pessoais. Foi uma ação dinâmica e envolvente com uma interessante interação entre plateia e apresentadores.

Também as comemorações do Dia da Floresta foram um momento diferente no quotidiano da escola. Partindo da aula de Espaços Verdes e Floricultura, no âmbito do Curso Vocacional, e com a orientação e dinamização da professora Teresa Martins, os alunos “provocaram” os elementos da comunidade, através de um cartaz apelativo: A poesia e a floresta – Mostra o teu poema e faz brilhar meu coração – exposto no átrio central da escola.

E foram muitos que, colaborando com esta iniciativa dos alunos do Vocacional, fizeram na hora uma quadra, escrevendo-a no cartaz, conjugando, num simples ato, a dimensão poética com o desafio da conservação e promoção da floresta.

Claro Negrão

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Edição 466

Manifesto dos 10 milhões

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Ricardo Garcia

Quem é militante de um partido, tem, normalmente, acesso a informações em primeira mão que a maioria dos portugueses só terão conhecimento a curto e médio prazo (quando digo militante, quero dizer o cidadão que tem uma actividade assídua na orgânica de um qualquer partido e não a classe de militantes que aparece quando existe um acto eleitoral). Sendo eu militante de um partido e participando sempre que posso nas mais diversas tarefas que isso acarreta (reuniões, distribuição de propaganda etc.), acabo por aceder a um conjunto de informações que muitas vezes ainda não está acessível à maioria dos portugueses. Não quero com isto dizer que temos uma espécie de informação privilegiada ou segredos de Estado. Quero, isso sim, dizer que muitas vezes se discutem matérias que não estão, no momento, na ordem do dia. Como desabafo pessoal, muitas vezes queria que aquilo que oiço ou leio não se tornasse realidade e para uma visão mais optimista que se fosse a tempo de evitar certos cenários. Quem, há 10 ou 15 anos, discutisse num qualquer seminário sobre a actual condição de funcionário público era chamado de maluquinho e ninguém levava a sério. Pois. No meu partido (o das famosas cassetes) este ataque sem precedentes aos direitos conquistados pelos funcionários públicos (e a reboque ao sector privado) já é um tema discutido há alguns anos, pois determinados sectores ideológicos mais reaccionários na nossa sociedade e em modo subterrâneo, não têm descanso no ataque ao sector público: despesista, ineficiente, sem lugar numa economia moderna e seus respectivos funcionários. Professores, médicos, auxiliares de educação e técnicos das mais diversas áreas são o estereótipo do trabalhador mandrião sem deveres e só com direitos. Como assistimos ao vivo, a cores e na pele, o estado está a privatizar tudo e provavelmente no próximo orçamento tem como plano B para receita extraordinária a venda parcial do mar ou do Parque Nacional Peneda-Gerês. Com esta gente tudo é possível, mas com a luta do Povo eles ganham medo e pedem refúgio nos gabinetes do FMI e do Goldman Sachs.

Pois. O famoso Manifesto dos 70 para mim peca por tardio. Desde 2011, o PCP vem defendendo a renegociação da dívida pública (para termos uma ideia, o montante de juros anual é mais do dobro do investimento público e é equivalente ao orçamento do Ministério da Saúde). O que era irresponsável, esquerdista e lunático, afinal, parece algo normal, logo que seja subscrito por “notáveis” e de preferência com pergaminhos no Ministério das Finanças em governos dos últimos 10/15 anos como António Bagão Félix ou Manuela Ferreira Leite.

Nos últimos dias tivemos conhecimento através das redes sociais de uma oferta para um estágio curricular não remunerado na Danone, com direito a almoço no refeitório e uma caixa de 24 iogurtes por semana. Uma vez que muita informação que circula na internet é falsa ou truncada, mantenho as minhas reservas sobre a veracidade desta oferta. Verdadeira é a opinião de Isabel Stilwell e Eduardo Sá no programa da Antena 1 “Dias do Avesso “. Alguns trechos: “esta geração partiu de um nível de vida muito alto” (Isabel Stilwell) “a geração que não precisa de esfolar os joelhos para aprender” (Eduardo Sá). Cá para mim pagava a prosa da Isabel Stilwell em papel gourmet e dava ao Eduardo Sá uns podcasts e betadine para os joelhos.

Ricardo Garcia

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Ter uma horta

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Como prometido, na minha última crónica, cá estou eu para falar de hortas. O sol e os céus azuis voltaram, a primavera está a chegar, é época de sementeiras, preparar o solo… É hora de meter as mãos na terra.

2014 foi declarado – pelas Nações Unidas – o Ano Internacional da Agricultura Familiar. O lema é algo como “Alimentar o mundo, cuidar do planeta”.

Desde que, há 4 anos, despertei para o mundo da agricultura (por assim dizer), tenho assistido a um aumento crescente de pessoas interessadas em voltar à terra, umas, literalmente, mudando-se da cidade para o campo, outras redescobrindo espaços para transformar em hortas, aproveitando todos os cantinhos (terraços, varandas, parapeitos) para fazerem despontar as suas verduras. Têm aumentado os cursos e workshops relacionados com as hortas, há mais livros cheios de legumes nas livrarias, na internet abundam os sites, blogues e grupos de hortelãos e “hortelãs”, há feirinhas de trocas de sementes. Enfim, não falta onde encontrar ajuda para iniciar o seu canteiro!

Como já referi anteriormente, sou uma novata nestas andanças. Se são agricultores curtidos pela experiência ou mesmo hortelãos há meia dúzia de anos, o que vou dizer a seguir não vos interessa, por certo. Se nunca semearam ou plantaram nada na vossa vida, espero que as minhas palavras vos entusiasmem a fazê-lo agora.

Quero começar por vos dizer que não é complicado (pode parecer mas não é). E que no início cometemos alguns erros. Mas, regra geral, não são fatais… Podemos ter alfaces mais pequenas porque não sabíamos que as tínhamos de mondar ou pode demorar mais tempo a termos morangos porque pensávamos que era só atirar as sementes à terra. E claro que algumas sementes nunca nascerem também pode acontecer. Mesmo que tenhamos colocado todo o nosso carinho no processo.

Com a experiência, vem a sabedoria. E também vamos percebendo que usar os meios que temos (como falei atrás) para pedir ajuda e opiniões de outros entusiastas é um recurso inestimável. Às vezes, até descobrimos que temos um vizinho que nos pode ensinar muito!

Escolher o local onde vamos iniciar a nossa horta também é importante. Seja um pedaço de terra ou uma varanda, convém analisar que tipo de exposição solar tem (convém “apanhar” sol durante 5 a 6 horas por dia), se está protegido do vento ou, caso tal não aconteça, se é possível instalar protecção (rede, cerca). Deve também observar o tipo de solo que tem ou escolher que recipientes vai usar. E se descobrir que as condições não são as ideais, não desanime! Há sempre soluções para resolver ou contornar possíveis percalços.

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Só para terminar (por hoje), nada disto faz sentido – quanto a mim – se encher a sua terra e os seus alimentos de químicos nocivos. Por isso, se puder, escolha sementes ou plantas biológicas, use adubos naturais (composto, por exemplo, de que já falamos por aqui), procure informação sobre agricultura biológica e permacultura para, entre outras coisas, também saber combater de forma natural possíveis pragas.

E comece por algo simples, como semear salsa, coentros, manjericão e outras ervas aromáticos que aprecie. E alfaces. E rúcula. E…

 

ema magalhães  |  APVC 

http://facebook.com/valedocoronado
http://valedocoronado.blogspot.com

valedocoronado@gmail.com

 

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