No âmbito do 35.º Aniversário do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Centro Hospitalar Médio Ave (CHMA) organizou a conferência “TIC para a Saúde”, na tarde do dia 11 de setembro, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão.

A PDS – Plataforma de Dados na Saúde, o SclinicoH, em que o CHMA é pioneiro acolhendo o seu projeto-piloto, e a estratégia das TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação dentro da Administração Regional de Saúde do Norte foram alguns temas abordados durante a Conferência organizada pelo CHMA, no âmbito do aniversário do SNS sob o lema “A cuidar dos Portugueses”.

O presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMA, Américo Afonso, contou que apresentaram “algumas das soluções” que consideram “relevantes para a melhoria e modernização dos serviços” de saúde, sendo uma forma de aproveitar para mostrar “a experiência e os projetos nesta área”.

Com a introdução das plataformas informáticas, Américo Afonso afirmou que o tempo de espera nas urgências “já normalizou em alguns aspetos”, referindo que “há um primeiro período de absoluta novidade”, em que os profissionais de saúde têm “um duplo desafio que era não só o Sclinico a plataforma informática, mas também a triagem de Mancheter 2”. “A validação da triagem supunha a obrigação de nós termos uma duplicação de serviços quer na parte informática, que era um sistema novo, mas também procedimentos relativamente à própria triagem que era obrigatório fazer em papel. Sobre esse ponto de vista melhorou, nós temos evoluído bastante, há algumas novidades no sentido de ainda melhorarmos nomeadamente a velocidade do acesso e a nossa expectativa embora não estejam todos os problemas resolvidos mas é caminharmos no sentido de melhorar a eficácia do funcionamento”, denotou.

O presidente do CA declarou que a dispensa do papel “visa melhorar não só o tempo de resposta, mas a qualidade dos próprios serviços e um tipo de interação que era impensável há alguns anos, nomeadamente da Plataforma, que é uma articulação entre os cuidados de saúde hospitalares, as próprias unidades hospitalares e os cuidados de saúde primários”. “Este tipo de agilização de processos melhora a qualidade de serviços, porque evita-se repetições, procedimentos muito burocratizados na obtenção desse tipo de informação, mas também uma garantia de melhor qualidade de serviço para os doentes”, acrescentou.

À margem da conferência e sobre as notícias que dão conta do encerramento do serviço de obstetrícia, Américo Afonso referiu que “acredita que não estamos numa fase de pensar em encerrar serviços, mas de otimizar os serviços” que têm de prestar à população em que “o esforço é ir de encontro às necessidades da população” e por isso acredita que “não haja nenhuma intenção de fechar seja que serviço for, nem em Famalicão, nem em Santo Tirso”.