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Edição 707

A importância da Formação Profissional – Necessidade de recursos Humanos qualificados

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Há cerca de 20 anos, aquando da passagem para o século XXI, uma das maiores preocupações da sociedade era o avanço tecnológico que ira robotizar a indústria.

Os robôs iriam substituir o homem nas suas tarefas, automatizando todos os processos produtivos das empresas, reduzindo drasticamente o número de funcionários e gerando desemprego. Estamos a entrar no ano 2020 e segundo o Gabinete Europeu de Estatísticas (Eurostat) a taxa de desemprego na UE atinge o valor mais baixo (6,3%) desde o ano 2000 (em Portugal, ronda os 6,6%).

Perante este cenário, questionamo-nos se a indústria não evoluiu e não se robotizou como seria esperado, continuando a existir muitos postos de trabalho convencionais? Para responder à pergunta, é necessário compreender a evolução das taxas de emprego nas últimas décadas referentes ao setor primário, secundário e terciário. Os postos de trabalho em Portugal encontram-se nomeadamente no setor secundário (transformação) e setor terciário (serviços)

O setor secundário, onde se encontra a indústria transformadora, em geral tem mantido ao longo dos últimos anos o número de postos de trabalho apesar do enorme aumento tecnológico dos seus processos produtivos. O que significa que a robotização/automatização não reduziu o número de postos de trabalho. Os robôs substituíram sim o homem nas tarefas mais pesadas e repetitivas, gerando novos postos de trabalho que exigem maior nível de qualificação.

Amplamente implementado no concelho da Trofa, o setor da metalurgia e metalomecânica, que neste momento é o setor mais exportador no país (representa cerca de 18%) e que se prevê que atinja os 20 mil milhões de euros no final de 2019. Mesmo assim, neste que é um dos setores que mais se robotizou/automatizou nos últimos anos é reconhecida carência de mão-de-obra qualificada como o principal elemento que poderá afetar o seu contínuo crescimento no futuro.

Para o futuro das empresas, o fator-chave da mudança não está apenas centrado nos equipamentos ou nos espaços, mas no elemento diferenciador que é a mão-de-obra qualificada.

Segundo o INE, a maior taxa de desempregados em Portugal verifica-se na faixa etária dos 18 aos 25 anos. Daqui podemos concluir que muitos destes jovens certamente concluíram o 12.º ano de escolaridade no ensino oficial e não prosseguiram os estudos. Ou seja, o ensino secundário não prepara os jovens para o mercado de trabalho e com o elevado nível de produção das empresas estas não têm “tempo” nem condições de formar na própria empresa os trabalhadores sem qualificações. Desta forma torna-se imprescindível a aposta na formação profissional, requalificação profissional e formação continua.

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O CENFIM completa, a 15 de janeiro de 2020, 35 anos de existência a formar e qualificar pessoas, realizando formação de longa duração, através da formação de jovens pelo sistema de aprendizagem (APZ), requalificação/educação e formação de adultos de outros setores (EFAs), formação de especialização tecnológica (CET’s), formação modular certificada, formação à medida para empresas e reconhecimento e validação de competências (RVCC escolar e profissional).

A aposta dos nossos jovens deverá partir pela formação em cursos de Aprendizagem (de dupla qualificação que permite obter uma qualificação profissional e a equivalência ao 12.º ano). Esta modalidade de formação, erradamente, no passado foi associada a uma aprendizagem alternativa para os alunos “que não tinham capacidade, ou que não gostavam da escola, ou que não tinham hipóteses de ir para o ensino superior”. Pelo contrário, tem permitido a muitos jovens qualificarem-se e adquirirem competências em saídas profissionais com elevada empregabilidade contribuindo para a competitividade das empresas.

Muitos dos formandos que passaram pela formação profissional seguiram para o ensino superior e reconhecem que a formação profissional lhes deu imensas bases e competências que conjugados com os estudos na área da engenharia os tornaram profissionais de referência nas empresas.

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Carnaval no Coronado a 25 de fevereiro

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O desfile de Carnaval do Coronado já tem data marcada. A 25 de fevereiro, às 14 horas, o corso parte do Largo da Igreja de S. Mamede em direção ao Largo da Igreja de S. Romão.

Neste desfile participam, além dos foliões, as crianças que frequentam as escolas da freguesia do Coronado, apoiadas pelas respetivas associações de pais.

No final, realizam-se os leilões das comissões de festas de S. Bartolomeu e do Divino Espírito Santo.

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Edição 707

Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade

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Tenho 14 anos e ando no 9.º ano de escolaridade. Frequento a escola de S. Romão do Coronado. Tenho uma vida normal como todos os adolescentes. Escola, família, amigos e hobbies. Gosto de ficar em casa ver uma série ou jogar. Muitas vezes, ouço a minha mãe falar que, na geração dela, as brincadeiras eram na rua, os amigos eram os vizinhos, não existiam redes sociais, nem telemóvel. Como é possível?

Por vezes, questiono-me se a minha geração é que está errada ou seria a dos meus pais…

Sinto que também o universo digital é o aspecto mais característico da minha geração. Eu, apesar de não ser dependente do telemóvel, pergunto-me como foi possível os meus pais terem o seu 1.º telemóvel quando começaram a trabalhar. Eu tive o meu no 5.º ano.

Sinto que somos muito mais independentes com toda esta realidade. Quero ter acesso a informação, vou à internet… quero vender alguma coisa vou à internet… A minha mãe refere que comprou o 1.º gravador quando trabalhou em tempo de férias. Eu, com esta idade, tenho uma playstation.

Apesar de estar a viver numa geração em que sinto que tenho tudo mais facilitado, tenho as minhas preocupações de adolescente. As minhas aspirações escolares e até profissionais. Verifico que existe mais competitividade entre os alunos e acredito que esta competição vai ser cada vez maior, devido ao avanço das tecnologias.

Um aspecto que me preocupa são as mudanças climáticas. Daqui algum tempo como estará o nosso planeta? O aquecimento global e a crise climática de causas humanas preocupam-me. Devemos assumir todos este problema e tomarmos medidas de prevenção e mudarmos alguns comportamentos para estabelecermos uma nova relação com o meio ambiente. Se não mudarmos, acredito que o nosso futuro não vai ser muito agradável.

Julgo que não é necessário fazer muito esforço. Economizar a água, reciclar lixo, separar papel, plástico, do vidro , e do metal… As nossas florestas estão cada vez mais devastadas pela ganância do homem, a biodiversidade está a desaparecer. O primeiro passo para a mudança seria investir mais nos jovens, porque somos o futuro de todos os países do mundo. Deviam dar-nos novas oportunidades, uma boa formação específica, abrir horizontes. Participarmos em workshops e manifestações, fazerem grupos com os jovens no sentido de expressarmos os nossos pontos de vista e preocupações. Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade.

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Achei interessante alguns trechos de uma carta que foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, quando o então presidente Francis Pierce, dos Estados Unidos, deu a entender que pretendia comprar o território ocupado pelos índios: “Para [o homem branco], um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. […] Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos […] O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio”.

Sei que tenho que terminar o 9.ºano e que a partir daí vai ser a “doer” . Sinto um “friozinho na barriga” quando penso neste futuro desconhecido. Contudo, sei que vai ser a partir daí que me vou preparar, tanto ao nível académico, como psicologicamente para o meu futuro profissional.

Em relação ao futuro profissional, tenho que trabalhar naquilo que gosto, mas também tenho ambição de ganhar dinheiro.

Sinto que esta fase também é a preocupação dos meus amigos da escola. A entrada para o ensino médio cria-nos insegurança e preocupação, não só pelas escolhas que iremos fazer, mas também pelos novos amigos e nova escola com que nos vamos deparar.

Mas com todas estas adversidades, tudo vai correr bem, porque como se costuma dizer “os jovens de hoje são os adultos de amanhã”.

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