A esquerda quando posiciona o seu discurso ao centro, quase sempre ganha as eleições, pois os partidos da direita também têm a tendência de se posicionarem ao centro, só que lhes falta o apoio forte da comunicação social que lhes é hostil, mas com a esquerda é simpática e camarada. Os partidos da direita devem assumir a sua identidade e não se posicionarem ao centro, para evitar abrir caminho a novos partidos e estancar a fragmentação do espectro político à direita, como aconteceu nas últimas eleições legislativas.

A atual governação utiliza a narrativa de sonho-cor-de-rosa, só que é apoiada por tradicionais inimigos figadais, que se vão suportando por questões de sobrevivência, embora estejam infetados pela “síndrome PEC4”. Se um dos partidos de esquerda derrubar o governo pode ser penalizado pelo seu eleitorado, que não deseja ver a direita instalada no poder, como aconteceu com os comunistas quando não votaram favoravelmente a aberração do “Plano de Estabilidade e Crescimento” de um governo de esquerda, só que nas eleições seguintes tiveram uma queda abrupta.

Por sentir o apoio incondicional da comunicação social é que a esquerda portuguesa é incapaz de questionar as suas atitudes, de ponderar os seus erros e refrear os seus exageros, por isso está sempre mais focada no bem-estar dos seus familiares e apaniguados, e se esquece facilmente de quem lhes emprestou o seu voto. Quando sentados na cadeira do poder, os governantes de esquerda ficam muito vaidosos, por isso ficam cegos e não vêm a realidade à sua volta, que até empurram o país para o “pântano” ou levam o país à falência, como tem sido recorrente nos seus governos, desde que foi implantada a democracia em Portugal há mais de quatro décadas.

A direita que se cuide, repense o seu posicionamento e a sua estratégia, e se necessário que se funda, enquanto a esquerda vai continuar a fingir que está a governar o país por mais alguns anos. Por isso vai haver muito tempo para reflexão, não só porque os partidos da direita entraram numa profunda crise interna, que tão cedo não saem dela, mas também porque a comunicação social é benevolente com os governos que são apoiados pela esquerda e vão andar ao “colinho” com este governo, como fizeram com o governo anterior. São os resquícios de abril, que ainda hoje imperam na sociedade portuguesa e têm emperrado o desenvolvimento do país.

Foi com a esquerda na governação que começaram os cortes nos rendimentos e o congelamento das pensões, mas também foi com a esquerda no poder que entrou a grave crise do país e o pedido para a vinda da troika. Só que aquilo que se ouve, vê e lê reiteradamente nos órgãos de comunicação social é que foi um governo de direita o causador da crise que os portugueses ainda hoje vivem, mas a realidade é que a falência do país se deveu aos infindáveis desmandos de uma governação de esquerda.

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