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Ano 2010

À descoberta das minas e nascentes de água

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Foram cerca de 150 os caminheiros que percorreram a freguesia de S. Martinho de Bougado em busca das minas e nascentes de água. A Rota das Minas de Água foi mais uma iniciativa de promoção cultural e ambiental levada a cabo pela ADAPTA.

 Por caminhos estreitos e em terra batida, por estrada, ou pelo meio de campos e florestas, mais de 150 caminheiros partiram à descoberta das minas e nascentes de água existentes na freguesia de S. Martinho de Bougado.

A rota estava traçada previamente pela ADAPTA – Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa e no domingo de manhã, junto à Igreja Nova da Trofa, deu-se início à sétima iniciativa desta associação que visa dar a conhecer o património das freguesias do concelho. “Este é um património construído pelos homens para ir buscar água às nascentes e dar de beber ao gado e mesmo para consumo próprio, só que é um património que está um pouco esquecido e abandonado. Além disso, actualmente as minas são um refúgio dos anfíbios e de alguns répteis”, adiantou o presidente da associação, Cândido Novais.

A Fonte das Bicas, no lugar da Abelheira foi o primeiro ponto de passagem, onde a água aproveitada para consumo humano escasseava. “As minas e nascentes outrora jorravam água todo o ano e formavam um bom caudal e algumas ajudavam a engrossar o caudal do Rio da Abelheira. No entanto, algumas delas, actualmente estão ameaçadas por causa dos eucaliptos que as secam”, alertou Cândido Novais.

Foram percorridos nove quilómetros com as paragens seguintes a ser feitas na Bica do Vale do Naval, na Abelheira, onde a água também é consumível, em duas minas particulares e numa mina no lugar de Real, com vários quilómetros de extensão, mas actualmente ameaçada pelas obras da Linha Ferroviária do Minho.

Alfredo Paiva pertence a um grupo de 10 caminheiros e desde 1996 que participa nestas caminhadas amigas do ambiente frisou a importância das iniciativas organizadas pela ADAPTA: “Todos os alertas que forem no sentido de sensibilizar as pessoas para as coisas que não estão bem são importantes”.

Já Isaura Lousão veio da freguesia do Muro para participar na iniciativa a convite de uma amiga. A distracção e a oportunidade de fazer um pouco de ginástica atraíram esta caminheira que aproveitou ainda para “conhecer melhor o concelho”. “Nós temos coisas bonitas e de valor no nosso país e nem as conhecemos”, garantiu.

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Quem não participou nesta caminhada foi José Sá, presidente da Junta de freguesia de S. Martinho de Bougado, que já fez o percurso “noutros tempos”, mas que no domingo esteve apenas presente no arranque e garantiu aos caminheiros: “Não participo na caminhada não por ter medo de não aguentar, mas sim por razões profissionais”.

Admirador destas iniciativas levadas a cabo pela ADAPTA o autarca enumerou as suas vantagens: “Estas iniciativas acabam por fazer bem às pessoas em termos físicos e depois mostra também a nossa freguesia, o que acaba por ser mais um passo para o avanço cultural de todos os que participam nestas caminhadas”.

A próxima iniciativa  da associação vai decorrer na freguesia de Santiago de Bougado.

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