A franqueza e o jeito de tratar todo o ser humano, reflectem a própria concepção do que é ser um verdadeiro líder. A cordialidade, para nós, é uma das qualidades que um líder tem de possuir. Mas atenção: cordialidade não significa servilismo! Muito resumidamente, iremos abordar de seguida esta característica na óptica do líder e do colaborador.

 Ela representa a influência que o líder tem sobre os seus colaboradores, em particular, dos que ele escolheu para lhe serem mais "próximos", facilitando, assim, o próprio exercício da sua actividade. Desta forma funciona nos dois sentidos: tanto do líder em relação aos seus colaboradores, como no sentido inverso, ou seja, tende a tornar-se recíproca.

A cordialidade depende certamente das condições já existentes, mas pode, de qualquer modo, ser desenvolvida e aperfeiçoada. Todo o esforço ou energia que se possa gastar pode ser bem compensado no desempenho e desenvolvimento de melhores relações profissionais ou institucionais. É óbvio que não é possível haver regras para essa qualidade ou para a sua utilização em muitas situações, sobretudo nas mais específicas. Contudo e de um modo geral, devemos ter em atenção duas condições, que consideramos muito importantes. A primeira tem em consideração a experiência passada.

A segunda leva-nos a analisar em pormenor o real valor de cada um. No entanto, existe uma outra qualidade a ter-se presente. É a capacidade para se saber diagnosticar problemas e situações anormais. Não se trata aqui do conhecimento teórico de motivações humanas ou de outros componentes da personalidade, do ponto de vista psicológico, como atitudes, percepções, etc., muito embora estes tópicos, também, sejam muito importantes. Falamos da capacidade de saber identificar esses motivos numa situação real, quando existem desajustamentos, problemas de índole pessoal e que atrapalham o bom desempenho das respectivas funções.

Além disso é necessário um "tratamento" para esses problemas para que a sua postura e rendimento sejam os melhores e tragam benefícios para todos. Vejamos, alguns exemplos, de como tornar esse conhecimento possível através de pequenas observações. Começaremos por referir a necessidade de haver uma capacidade e competência real por parte do indivíduo escolhido. A educação e o nível das relações que tem com os restantes colegas de "trabalho", em particular, e com a sociedade que o rodeia, em geral, terão de ser leais. Por último terá de ter bom senso e muito boa memória, de forma a ser coerente nas suas atitudes. Face ao exposto poderemos deduzir que o senso de medida de um líder também se reflecte na escolha dos seus colaboradores. Em toda a escala hierárquica essa escolha é importante.

O ser líder representa, cada vez mais, uma articulação de esforços dos seus colaboradores e menos na sua actuação como "chefe". Não resolve quase nada que um líder tenha boas qualidades, se não tiver bons colaboradores. O colaborador deve desenvolver-se pessoalmente e continuamente em relação a tudo o que o rodeia. É que para o líder não existe só a necessidade de ter de coordenar ou dirigir grupos, mas também deve saber escolher quem fará parte deles. Mas se porventura e após a análise e estudo destes atributos chegar à conclusão que não fez a escolha certa de um determinado colaborador, só tem que ser coerente: dispensar os seus serviços. Caso contrário a sua imagem de líder ficará enfraquecida para além de ter de assumir todas as consequências que daí advierem. Um líder não pode ser "servil", Necessita, isso sim, de muita coragem e de muita coerência!

 

Terminamos dizendo:

SEJA UM VERDADEIRO LÍDER!

Alberto Maia