Juntamente com os agrupamentos de escolas e associações parceiras, a autarquia está a trabalhar para que o ano letivo “arranque com normalidade”, referiu Teresa Fernandes. Em entrevista ao NT, a vereadora da Educação explicou que a oferta dos livros escolares no 1º ciclo é um “compromisso”.

NT: De que forma foi planeado o início do ano letivo por parte da Câmara Municipal?

Teresa Fernandes (TF): O ano letivo foi planeado atempadamente, tendo vista garantir o arranque das atividades no calendário definido pelo Ministério da Educação e pelos agrupamentos de escolas. Naturalmente que foi necessário ultrapassar alguns constrangimentos relacionados com as obras de requalificação de algumas escolas. Em Covelas, as obras estão prontas a tempo o arranque das atividades. Foi necessário um grande esforço, determinação e capacidade de negociação junto de outras entidades para que o impasse existente fosse ultrapassado. Idênticos esforços foram desenvolvidos relativamente às intervenções de fundo noutras escolas, mas ainda não foi possível dá-las como concluídas a tempo do início do ano letivo. Espera-se que, ao longo dos próximos meses, o processo esteja concluído. Foi ta10mbém necessário encontrar soluções alternativas para fazer face aos constrangimentos financeiros que afetam a Câmara Municipal, cujos contornos são do domínio público. Tudo foi e está a ser feito para que o ano arranque com normalidade, nomeadamente ao nível da concretização da Escola a Tempo Inteiro.

NT: Com que parcerias vão contar ao longo do ano?

TF: A educação das nossas crianças exige uma grande mobilização e recursos materiais, financeiros, humanos e institucionais. Nas Jornadas de lançamento do Projeto Educativo Municipal foi possível constatar que há uma mobilização social em torno desse objetivo e para além dos atores do sistema é necessário recorrer a outros parceiros e aproveitar todas as disponibilidades. Nessa linha, o papel da FAPTROFA (Federação de Associações de Pais da Trofa) é meritório pois permite ir mais longe na qualidade do serviço educativo prestado pelas nossas escolas, mas também proporcionar outras ferramentas para que as crianças tenham melhores condições de aprendizagem. Também as associações de pais dos diferentes estabelecimentos estão a dar um contributo inestimável para que nada falte às nossas crianças. Para a Atividade de Desenvolvimento Curricular, no 1º Ciclo, foi celebrado um protocolo com a ADRAVE (Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave), que permitirá garantir o seu funcionamento no quadro dos constrangimentos já referidos. A articulação com os agrupamentos de escolas tem sido contínua, traduzindo-se na celebração de protocolos, visando garantir as melhores condições de funcionamento dos respetivos jardins de infância e escolas.

NT: A autarquia vai continuar a oferecer os manuais?

TF: A Câmara Municipal assumiu o compromisso de oferecer os manuais a todas as crianças do 1.º Ciclo e esse compromisso é para cumprir. Mas não podemos deixar de aproveitar os instrumentos que temos ao nosso alcance para trabalharmos com as escolas e os pais, ao nível da educação para os valores. Por isso lançamos o projeto “MUITO +”, visando reaproveitar os manuais escolares. Valores de cidadania, nomeadamente respeito pelo que é do outro e pelo ambiente, são caros a este projeto que queremos estender a outros níveis de ensino.

NT: Qual o investimento feito por parte da Câmara?

TF: A oferta de livros escolares contará com o apoio logístico da FATROFA com quem será celebrado um protocolo de colaboração. É também uma oportunidade para dinamizar o comércio local. Todas as crianças terão os seus manuais a tempo do início das atividades. Desta forma estamos a combater um estigma e uma descriminação. Acreditamos ser esta a melhor opção, aquela que melhor serve os interesses das nossas crianças, tanto mais que hoje assistimos a um empobrecimento generalizado das famílias e há pobreza que não está espelhada nos escalões de atribuição do abono de família, base da concessão dos apoios sociais aos nossos alunos.

NT: Há alterações registadas para este ano letivo, nomeadamente nas AEC?

TF: No essencial, nada muda. A Câmara Municipal continua a assegurar essa dimensão da Escola a Tempo Inteiro no 1.º Ciclo. Apenas pelos constrangimentos a que já aludimos e que não são da responsabilidade deste executivo municipal, fomos obrigados a alterar procedimentos e a celebrar um protocolo com a ADRAVE para podermos assegurar o arranque letivo com normalidade.

NT: Confirma-se o encerramento da escola de Giesta 2, na freguesia de Alvarelhos?

TF: A Escola de Giesta 2 manter-se-á aberta. A Câmara Municipal ouviu todos os parceiros e fez o que tinha a fazer, sempre a pensar no interesse das crianças. Jamais sinalizou junto da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte) a sua concordância com o encerramento da Escola. O resto é já do domínio público.

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