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Ano 2011

80.500 euros para pagar passeios

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Junta de Freguesia tem de pagar 80.500 euros pela construção dos passeios na Rua Vale do Coronado. Situação financeira esteve em destaque durante a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia.

A partir das 21.30 horas de quinta-feira, 28 de abril, na sala da Assembleia de Freguesia de S. Mamede do Coronado discutia-se… os quatro golos marcados por Falcao, jogador do FC Porto. Em noite de Liga Europa, o amor aos clubes portugueses falou mais alto e a sessão só começou por volta das 22 horas, quando já estavam reunidos grande parte dos elementos que compõem a Assembleia. Para além dos 15 minutos de tolerância referidos no Regimento daquele órgão, o presidente da mesa, Arnaldo Sá, aguardou mais algum tempo antes de dar início aos trabalhos.

80.500 euros. Este é o valor que a Junta de Freguesia tem a pagar ao empreiteiro responsável pela construção dos passeios na Rua Vale do Coronado. Esta obra foi iniciada no mandato anterior e Modesto Torres, presidente da Junta da altura e atualmente na oposição, afirmou que “existe um documento onde a Câmara Municipal anuía na execução dessa obra”, o que para o social-democrata “implica que seja anuência no sentido de ‘pagar’ a construção dos passeios”. Entendimento diferente parecem ter os atuais executivos da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, já que José Ferreira, edil mamedense, afiançou que “a autarquia não assume qualquer responsabilidade pelo pagamento da obra”, tendo por isso a Junta que liquidar o montante referido, que já inclui os juros de mora. Durante a Assembleia, Rui Machado, membro eleito pelo PSD, questionou várias vezes o executivo da Junta de Freguesia sobre “o valor da fatura sem os juros, uma vez que existia dinheiro para liquidar a dívida”, mas José Ferreira escusou-se a responder, salientando que “o total é de 80.500 euros”. Modesto Torres deixou no ar que o valor da fatura “seria um terço” do que está em pagamento.

 Continuando a debater as finanças de S. Mamede do Coronado, Modesto Torres quis saber a que correspondiam os valores atribuídos às rubricas “outros” e “diversos”. O presidente da Junta esclareceu que o “atual programa informático não permitia a inclusão de rubricas com designações diferentes”, mas o software estava já a ser “substituído por um diferente”, o que vai permitir eliminar as rubricas em causa, especificando o destino das verbas.

De resto, os 15 mil euros usados pelo executivo para a renovação dos equipamentos informáticos foram outros dos valores debatidos, com Rui Machado a questionar a “necessidade de um valor tão elevado”. O social-democrata foi mais longe ao ironizar: “Compraram computadores para a NASA (Agência espacial norte-americana)”.

O dinheiro conseguido pela Junta com as concessões no cemitério – cerca de 170 mil euros – também suscitou algumas dúvidas por parte dos elementos sociais-democratas da Assembleia, uma vez que “apenas” restam oito mil euros e José Ferreira garantiu que a Casa Mortuária (cerca de 20 mil euros) não foi paga com essas verbas. Para responder ao PSD, o edil mamedense recordou que convidou “todos os elementos da Assembleia de Freguesia para uma visita ao local”, de forma a mostrar as obras que foram feitas.

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A requalificação de algumas ruas da freguesia também foi levada à Assembleia. A Rua do Soeiro, explicou José Ferreira, “infelizmente ainda está por pavimentar e embora esteja orçamentada, não pode ser cabimentada”. Já a obra na Rua Vale do Coronado deve iniciar “no próximo ano”.

A sessão encerrou já no dia seguinte, depois da uma hora da madrugada.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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