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Ano 2011

Encontro Lusófono arranca sábado

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Durante uma semana, a Trofa vai transformar-se na capital da lusofonia. O VII Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil decorre de 7 a 14 de maio, na Casa da Cultura da Trofa, e reúne num só espaço escritores e ilustradores lusófonos, numa iniciativa em que a língua portuguesa será rainha. A Casa da Cultura vai ainda acolher exposições, encontros com escritores, concertos, palestras, formações e a XI Feira do Livro da Trofa.

O Encontro Lusófono tem inauguração marcada para o dia 7 de maio, pelas 21.30 horas, na Casa da Cultura. A edição deste ano começa com o Concerto “Private 2(oo)1 – Tempo de bichos: as 70 vidas do poeta Arménio Vieira” por Mito Elias & Majina Trio. Após o espetáculo decorrerá o lançamento do livro “Amílcar, o consertador de búzios calados”, conto vencedor em 2010 do Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil – Prémio Matilde Rosa Araújo e a entrega do Prémio “Melhores leitores da biblioteca da Casa da Cultura da Trofa 2010”.

 Com a abertura da edição deste ano do Encontro serão também inauguradas as exposições “Seis Búzios Calados”, dos alunos do curso de Artes Visuais da Escola Secundária da Trofa, “Artesanato de S. Tomé e Príncipe” cedida pelo Consulado de S. Tomé e Príncipe e a exposição de ilustração do livro “Amílcar, o consertador de búzio calados” de Ana Justo.

O segundo dia do Encontro fica marcado por vários espetáculos. Pelas 15.30 horas, sobe ao palco a Escola Passos de Dança e o grupo Alvadance. Pelas 17 horas, será apresentado o Plano Concelhio de Animação da Leitura. Pelas 21 horas, será dado a conhecer o livro de poesia “Algo sobre mim, algo sobre nós”, de António Silva.

Ao longo de todo o Encontro Lusófono vão decorrer vários encontros entre escritores e os alunos das escolas do concelho. Nomes como Adélia Carvalho, Nuno Higino e Álvaro Magalhães fazem parte da lista de autores que os jovens vão ter a oportunidade de conhecer. “A autarquia promove estes encontros de forma a possibilitar um contacto estreito com a cultura lusófona e com alguns dos autores que estudam nas salas de aula”, explicou fonte da Câmara Municipal. Os alunos vão ter também a oportunidade de ouvir dois contadores de histórias: Thomas Bakk (Thomastórias) e a Ilda Oliveira.

A edição do Encontro Lusófono, deste ano, propõe novas ações de formação e palestras relacionadas com a literatura portuguesa.

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A animação das noites ao longo de todo o Encontro Lusófono ficará a cargo dos agrupamentos escolares do concelho.

A edição do VII Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil chega ao fim no dia 14 de maio, pelas 21.30 horas, com um concerto do Coro da Misericórdia de Santo Tirso e pelo Grupo Coral da Associação dos Portos do Douro e Leixões, intitulado Paisagens Lusófonas.

Em simultâneo com o VII Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil, a Casa da Cultura da Trofa recebe também a XI edição da Feira do Livro da Trofa que decorrerá de 7 a 14 de maio.

Os jardins da Casa da Cultura abrem assim, as suas portas a mais uma edição deste certame, onde todos os visitantes poderão ficar a par de todas as novidades da literatura infanto-juvenil.

De recordar que a autarquia trofense procura, com esta iniciativa, “desenvolver hábitos de leitura, bem como fomentar o intercâmbio entre os países de língua oficial portuguesa, valorizando a cultura lusófona”.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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