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Edição 770

800 crianças no regresso das colónias balneares

FAPTrofa promove ida à praia com alunos do 1.º ciclo. As colónias balneares decorreram até ao fim desta semana, envolvendo cerca de 800 crianças.

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FAPTrofa promove ida à praia com alunos do 1.º ciclo. As colónias balneares decorreram até ao fim desta semana, envolvendo cerca de 800 crianças.

Calor não rima com praia, mas combina tão bem como fim de ano letivo e uma semana de colónias balneares. E é isso mesmo que está a acontecer, até à próxima sexta-feira, a cerca de 800 alunos do 1.º ciclo do concelho da Trofa, em Mindelo, onde a diversão para uns é, de certeza, a mesma para outros, conforme o NT comprovou numa rápida sondagem, na qual se atestou a preferência: a ida ao mar é o momento mais esperado e bem justificado nestes dias de calor.
As colónias são promovidas pela Federação das Associações de Pais da Trofa (FAPTrofa), em parceria com a autarquia, num ano que é de regresso de uma das principais atividades. “Era nossa intenção que o mais breve possível pudéssemos recomeçar com as colónias, que é extremamente importante para as crianças. Para algumas, aliás, esta é a única oportunidade que tem de vir à praia. E mesmo para aqueles que têm oportunidade de ir com a família, as colónias são especiais, porque estão com os amigos e podem conhecer crianças de outras escolas”, referiu Duarte Araújo, presidente da FAPTrofa.
Face à responsabilidade que é ter um grupo tão grande de menores num ambiente como a praia, as condições de segurança não são descuradas, aliás, segundo Duarte Araújo, o rácio “é muito apertado”. “Por cada 20 alunos temos três adultos a acompanhar e face ao elevado número de monitores, é possível fazer-se uma caixa de segurança para delimitar o espaço em que as crianças estão quando se banham”, explicou.
Desde sempre que a FAPTrofa organiza as colónias balneares apenas para os alunos do 1.º ciclo. A “maior exigência” e “responsabilidade” ajuda a explicar o facto de as crianças do pré-escolar ficarem de fora. No entanto, sublinhou Duarte Araújo, “essas crianças chegarão à idade em que poderão participar nesta atividade”.
As colónias balneares terminam na próxima semana, sendo que a cada escola é concedida uma semana com ida à praia de manhã. No último dia, as atividades prolongam-se pela tarde, já na cidade da Trofa.

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Edição 770

Escrita com Norte – Ida à praia

Como não havia mais ninguém na praia para impressionar, em vez de entrar na água de mergulho directo, molho os pés, as pernas, os braços e depois sim, deixo-me “desmaiar” para dentro do mar.

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Ajusto novamente o despertador para as sete horas. Como sempre, a ideia é acordar cedo para aproveitar a melhor parte da praia, a manhã.
Mal pouso o despertador na mesinha de cabeceira, ouço um respirar arrastado e profundo. Ao pensamento de que a Cristina já estaria a dormir, precisava de confirmação.

– Morzinho? …Morzinho?…Estás a dormir? – pergunto, quase em segredo.

– Humnhhmmnhhhrrrrrrhh. – responde a Cristina a uma pergunta que não ouviu e não sabe que respondeu.
Este som/resposta, que se assemelha a um grunhido, é a certeza de que se a casa vier a baixo, ela não acorda.
Levanto-me e num instante saio de casa. Aproveito o abrigo natural da noite e em todas as ruas da Trofa com lojas de decoração, lojas de sapatos e hortos, coloco uma placa a dizer, “Rua em obras, trânsito proibido. Volte daqui a três meses”.
No final, regresso a casa e já na cama, pergunto:

– Morzinho? …Morzinho?…A casa está a arder!

– Humnhhmmnhhhrrrrrrhh. – responde.
Suspiro de alívio e deixo-me adormecer!

Uns raios de luz a entrarem pela janela entreaberta, abrem-me as pálpebras – “Já é dia!” – pensei. Olho com mais atenção e vejo a Cristina.

– Olá, bom dia! Hoje vamos cedinho para a praia. – diz-me ela.

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– Boa… – e sem me deixar acabar de falar, continua:

– Só tenho uma listinha pequeninha de alguns sítios para irmos antes…fica tudo a caminho.
Depois de arranjados e o pequeno-almoço tomado, ao irmos para o carro, a Cristina comunica-me os “antros de vício” onde quer ir antes de irmos para a praia.
Em todas as direcções que tomámos, à entrada de cada rua havia uma PLACA a indicar “Rua em obras, trânsito proibido. Volte daqui a três meses.”.

– É impressionante, nunca fazem nada, chega o Verão e é obras por todos os lados! – exclama a Cristina.

– É, é! Tens toda a razão! Logo hoje que eu queria ver uns lírios no horto! – respondo.
Sem alternativas, devido às “obras” na minha terra, seguimos para a praia.

Às nove horas e trinta minutos, já temos os pés na areia e eu pronto para instalar o pára-vento. Espeto o primeiro pau, depois o segundo, tendo em conta a direcção e velocidade do vento e depois…e depois sou interrompido!

– Esse pau…não é melhor ficar colocado um bocadinho mais abaixo? – pergunta a minha senhora.

– Não!

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– É, é.
Desenterro o segundo pau e coloco-o um pouco mais abaixo, segundo indicações da Cristina.

– Aqui? – pergunto.

– Não sei! Põe onde quiseres!
Estava com vontade era de ir à água. Mal espeto o último pau do pára-vento, tiro a t-shirt e desato a correr para a água. Como não havia mais ninguém na praia para impressionar, em vez de entrar na água de mergulho directo, molho os pés, as pernas, os braços e depois sim, deixo-me “desmaiar” para dentro do mar.
Quando regresso ao areal, a Cristina ainda está vestida e de pé!

– Esqueceste-te de colocar o guarda-sol! – diz-me.
Entretanto tinha chegado um casal novo, que se estava a instalar um pouco mais acima, ele a montar uma tenda e ela sentada…e caladinha!

– Está bem, assim? – pergunto, relativamente à colocação do guarda-sol.

– Humnhhmmnhhhrrrrrrhh.
Deitei-me na toalha a apreciar o jovem casal. A tenda que ele estava a montar parecia uma vivenda e ela, sentada e sossegadinha, mantinha-se calada, certamente orgulhosa do namorado, que monta tendas complexas!
Estava eu embevecido com aquela imagem romântica, quando o rapaz anuncia:

– Minha querida, a tenda está pronta!
A rapariga, de aspecto doce, levanta-se e:

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– Achas que tem algum jeito? Para fazeres isso tinha montado eu!
Passaram o resto da manhã à volta da tenda!!!
Quando olho para a esquerda está a chegar um senhor, com a sua esposa e filha. Pousam as tralhas e, enquanto o senhor instala dois pára-ventos e dois guarda-sóis, as mulheres vão molhar os pés e quando chegam, repara a esposa:

– Oh, Carlos! Achas que isto está bem? Muda esse guarda-sol para aquele lado!

– Está bem! – responde o chefe de família, resignado e adaptado à realidade.

Na minha toalha, com um sorriso, sento-me virado para o mar.

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Edição 770

São Pantaleão, padroeiro do Porto durante cinco séculos

Existe, na freguesia do Muro, uma capela dedicada ao mártir S. Pantaleão.

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Tendo estudado Medicina, Pantaleão tornou-se médico pessoal de César Galério. Converteu-se ao Cristianismo,vindo a ser acusado pelo imperador por ter recebido o baptismo. Preso e torturado, foi martirizado por decapitação, por se recusar a abjurar de sua fé em Nicomédia, na Ásia Menor, no ano de 303. Tinha então menos…

 

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