2010 está a terminar. Olhando para trás, facilmente se constata que foi um ano repleto de más surpresas. Em Janeiro, os políticos locais diziam uma coisa. Em Novembro, faziam outra. Em Março, os políticos que governam o país afirmavam que os portugueses não se deviam preocupar. Em Abril, já se falava de medidas adicionais para combater o défice e em Maio tivemos o famoso PEC.

Assim foi durante todo o ano. Quando a casa estava completamente ardida é que se chamava os bombeiros. Espera-se que os políticos antecipem cenários e tomem medidas para que não aconteça o pior – exactamente ao contrário do que fez o Governo.

Por isso, espero que 2011 seja melhor do que se apregoa. Espero que os portugueses sejam surpreendidos pela actuação do Governo.

Para isso, é necessário que o Governo cumpra o Orçamento de Estado (OE) e os mercados não continuem a pressionar a economia nacional ao ponto de tornar insustentável o nosso dia-a-dia.

 

Mas é importante que os portugueses também ajudem. É necessário que todos nós busquemos forças onde elas não existam. É importante que apelemos ao velho espírito Lusitano – O Espírito dos Descobrimentos.

Mais do que nunca, Portugal precisa de toda a energia individual para que tenha um enorme espírito de confiança e dê a volta à situação.

A nível local, gostaria que os trofenses tivessem menos razões de queixa da actuação da Câmara Municipal.

Por isso, e antes de mais, desejo que o executivo da Câmara Municipal fale politicamente verdade aos trofenses e tenha a coragem de reconhecer que ainda não aprendeu a governar o concelho.

É importante que o PS da Câmara tenha estratégia e altere a pouca credibilidade que inspira aos outros órgãos de soberania e instituições nacionais.

Depois, desejo que a Câmara Municipal consiga recuperar o metro – Se quiser e souber, a Câmara consegue reverter a situação. Se não souber, tenha a humildade de pedir ajuda.

Desejo que a Câmara não perca as variantes e não prolongue mais o processo da Área de Localização Empresarial, pois pode ser uma grande ajuda para o desenvolvimento sustentável da Trofa e para a criação de 1.000 empregos.

Por fim, desejo que a Câmara evolua na política social e se adapte aos novos tempos.

Como?

Apoiando as crianças mais desfavorecidas e fazer como Sintra ou Gaia, por exemplo, que oferecem mais refeições escolares.

 

Tiago Vasconcelos