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Edição 450

2000 aves na Expo Regional Portas do Minho

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Os clubes ornitológicos da Trofa e de Vila Nova de Famalicão organizaram, entre os dias 29 de novembro e 1 de dezembro, a 4ª Expo Aves Regional Portas do Minho, que contou com a 7ª Exposição do Clube Canário Arlequim Português.

Os psitacídeos são algumas das aves mais inteligentes e que têm o cérebro mais desenvolvido. Esta família, das quais fazem parte, entre outros, as araras, papagaios, catatuas, aratingas, pionites, eclectus, forpus, agapornis, calopsitas, periquitos e roselas, é constituída por 80 géneros (divisão dentro da família), onde são distribuídas 360 espécies, que, segundo estudos realizados recentemente, “71 estão criticamente muito próximas da extinção e outras 36 ameaçadas podem extinguir-se se não forem tomadas medidas rigorosas”.

A família dos psitacídeos foi uma das que estiveram em exposição na 4ª edição da Expo Aves Regional Portas do Minho, que decorreu numa das salas do Lago Discount, em Vila Nova de Famalicão, e que contou com a 7ª edição da Exposição do Clube Canário Arlequim Português. Neste certame estiveram expostas 2000 aves, das quais foram distribuidos prémios de classificação, tendo sido ainda atribuídos prémios especiais aos expositores com maior quantidade de aves premiadas nas classes de porte, cor, exóticos e psitacídeos. Também foi atribuído o prémio especial Professor Armando Moreno para a exposição do Canário Arlequim Português.

O presidente do Clube Ornitológico da Trofa, Bernardino Leal, afirmou que tal como nos outros anos, esta exposição tem sido “um sucesso”, apontando o domingo como “o dia mais importante a nível de afluência”.

“Cerca de 50 filiados” do clube trofense concorreram, sendo que “quase todos” ganharam prémio “a não ser dois ou três”. Além disso, este ano, houve “muitos vencedores” trofenses em “classes especiais”, como dois criadores que ganharam os “prémios especiais na classe de exóticos e canários de porte”.

O presidente referiu que este desporto está “muito desenvolvido” na Trofa, salientando que “de ano para ano” os trofenses têm “mais interesse” e que “cada vez conquistam mais prémios”, o que “é bom”, pois demonstra que “as pessoas estão empenhadas”.

Enquanto os parceiros “se derem bem”, Bernardino Leal garante que o certame “é para continuar”.

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Caso seja um amante de aves, pode fazer parte desta equipa que estuda a vida dos animais e testa cruzamentos, fazendo-se sócio do Clube Ornitológico da Trofa. Para isso, basta dirigir-se à sede, situada na loja número 21 do Edifício Nova Trofa, em Santiago de Bougado, aberta todos os domingos, entre as 8.30 e as 12.30 horas.

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Brinquedos tradicionais de madeira expostos na Casa da Cultura

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Quer uma boa razão para visitar a Casa da Cultura? Que tal visitar a exposição “Produção de Brinquedos Tradicionais em São Mamede do Coronado”, que vai estar patente até ao próximo dia 31 de dezembro.

A sala de exposição está transformada num mundo de sonho para pequenos e graúdos, reunindo brinquedos de coleção, das décadas de 50, 60 e 70 do século XX e ainda exemplares da recriação e interpretação contemporânea dos mesmos brinquedos, que são agora certificados e adequados ao manuseamento das crianças.

A exposição, inaugurada aquando das comemorações do 15º Aniversário do Concelho da Trofa, convida os visitantes a viajarem no tempo, revivendo momentos da sua infância, ao mesmo tempo que conta “a história da evolução da produção de brinquedos na região”, contando para tal com contributos da oficina Artesana, propriedade do artesão trofense, Abílio Cardoso. Presente em vários certames promovidos pela autarquia, bem como em alguns programas de televisão e feiras de artesanato nacionais e internacionais, este artesão não deixa “morrer” estes brinquedos, levando-os também até às novas gerações.

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Crónica Verde. É Natal…

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Aproxima-se a época em que o consumismo atinge o seu auge: o Natal.

Quero deixar claro que eu gosto do Natal. E também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber… Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim , o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegre labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos… É confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É a família que se junta – às vezes vinda de pontos opostos do país ou até do outro lado do mundo – e, durante uma noite e um dia, celebra o que a une: amor.

Posto isto, acredito que é possível vivermos alegremente esta época sem seguirmos a “corrente”, sem sermos sugados pelo apelo assustador do tal consumismo.

Há muitas escolhas e decisões que podem tornar o nosso natal numa festividade mais “amiga do ambiente”, desde a escolha conscienciosa da árvore de natal, até à compra dos ingredientes – preferencialmente de origem local – para a consoada, passando pelo que fazemos aos embrulhos no final da festa (que tal guardá-los para os reutilizar no próximo Natal?), mas como hoje não posso falar de tudo, vou focar-me nas prendas, onde – presumo – é gasta a fatia maior do “orçamento natalício” (e talvez descubram que não tem que ser assim).

Gostaria de vos pedir para, quando escolherem os presentes para os vossos entes queridos terem em atenção o impacto que estes têm no meio que nos rodeia. Muito resumidamente, optem por presentes que sejam (sempre que possível) reciclados/recicláveis, biodegradáveis; que não impliquem exploração animal; que não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência local, não advenha da exploração de mão-de-obra. E troquem os shoppings pelas ruas da cidade!

Pode dar um bocadinho mais de trabalho, mas o facto de sabermos porque o estamos a fazer aquece-nos o coração, acreditem!

E até vos deixo algumas sugestões:

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uma bicicleta; lápis e cadernos reciclados; pequenos vasos com cactos coloridos; sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas; carregador de baterias solar; floreira de ervas aromáticas; um cabaz gourmet ecológico, com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas); um cabaz com produtos de beleza naturais; t-shirts de algodão biológico; uma iogurteira; ecoponto caseiro; um cheque-prenda para uma massagem; plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas); livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável; bilhetes para o teatro ou um concerto; fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa; para quem tiver “jeito de mãos”, oferecer outras coisas “feitas por nós”: bijuterias e acessórios, roupas…

Que tal, aceitam o desafio?

Bom Natal!

 

ema magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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