A estação de comboios da Trofa foi ponto de partida da 2ª etapa da 6ª Volta a Portugal de Cadetes, na sexta-feira, 9 de agosto.

Desde 2011 que a Trofa está na rota do ciclismo e 2013 não é exceção. A Volta a Portugal voltou a “picar ponto” no concelho que, para além de uma passagem e partida, também contou com o pelotão de cadetes que em três etapas também percorreram alguns pontos do país.

A 6ª edição da Volta a Portugal de Cadetes contou com 114 corredores distribuídos por 16 equipas, numa prova que se integrou na parte final das etapas da competição de elites. José Calado, diretor da prova, explicou que esta medida contribuiu para aumentar “o espetáculo” e “os apoios” para as equipas. “Se esta competição não estivesse integrada na Volta a Portugal, as chegadas só teriam, praticamente, os pais a assistir. Desta forma, chegam ao palco da Volta e ainda aparecem um bocadinho em direto na televisão”, referiu.

No pelotão, de bem perto da Trofa estavam duas equipas de Vila Nova de Famalicão. A Escola de Ciclismo Carlos Carvalho, que queria renovar o título conquistado na edição anterior, viu André Carvalho vencer a etapa que ligou Trofa ao Alto de Santa Luzia (Viana do Castelo), mas acabou em 6º na geral.

Já o Centro de Ciclismo de Avidos, com três corredores, também ia com intenções de vencer a “amarela”, mas ficou-se pela camisola branca da juventude (melhor ciclista cadete de primeiro ano), conquistada por Fábio Silva, que na classificação geral foi 4º classificado. O vencedor da prova foi Tiago Antunes, atleta do Centro de Ciclismo José Maria Nicolau, do Cartaxo.

Numa modalidade como o ciclismo, não é fácil manter viva uma escola de formação. Filipe Carvalho, diretor desportivo da Escola de Ciclismo Carlos Carvalho, explicou que são “muitas” as dificuldades que surgem diariamente, principalmente, para atrair patrocinadores, por isso valoriza as alterações inseridas na prova deste ano, como coincidir as chegadas com as da Volta a Portugal de elites.

Também José Carvalho, diretor do Centro de Ciclismo de Avidos, admitiu que “a maior dificuldade é conseguir ajudas comunitárias, pois durante a época gasta-se muito e, às vezes, a disponibilidade das pessoas é muito pouca”. “Temos que sofrer um bocadinho e os diretores, que também são poucos, mas bons, dispõem-se a dar atenção e carinho a estas crianças que merecem o nosso apoio”, sublinhou.