Muro de Abrigo organizou uma festa da primavera, que juntou 150 seniores. Associação já tem sete anos. 

Flores pregadas ao peito, chapéus e faixas coloridas fizeram parte da indumentária utilizada por cerca de 150 seniores que deram as boas-vindas à primavera, numa festa promovida pela associação Muro de Abrigo.

Na terça-feira, 20 de março, a coletividade murense cumpriu a tradição de assinalar a chegada desta estação e convidou sete associações do concelho e uma de Vila do Conde, para animar os mais velhos. As atuações dos diferentes grupos animaram o salão paroquial do Muro, que acolheu a iniciativa, desde os cavaquinhos, a declamação de poemas, música e imitação.

Fernando Pessoa foi um dos autores a quem os seniores prestaram tributo na poesia, cujo Dia Mundial se assinalou um dia depois. Mas os poemas que mais tocaram os participantes foram aqueles que faziam parte dos seus livros de escola quando eram crianças. Algumas associações convidaram os protagonistas da tarde a recordar também músicas alusivas à primavera e os alunos da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) da Trofa deram um show ao imitar o grupo “Da Vinci” com o eternizado single “O Conquistador”. “Já não é a primeira vez que fazemos uma festa cá e decidimos repetir, convidando as associações do concelho e também ‘O Teto’, que é de Fajozes”, explicou Fátima Silva, presidente da Muro de Abrigo.

Muro de Abrigo assinala 7º aniversário

Esta festa segue-se a outra não menos importante, que associação teve. No sábado, 17 de março, a Muro de Abrigo festejou sete anos, numa festa que juntou utentes, familiares e os responsáveis da direção. Fátima Silva afirmou que “foi uma festa linda”, que contou “com cerca de 150 pessoas”. “O nosso sétimo aniversário foi festejado com muita dignidade numa linda festa com muitos sócios fundadores. Foi uma grande alegria e é isso que nos dá força para continuar. Sentimos o carinho dos sócios e o incentivo para continuar o nosso trabalho, que é bastante difícil e muito complicado nesta altura em que não há grandes apoios”, explicou.

Apesar da festa, continua a faltar o melhor presente que a associação podia ter: o edifício para o lar de idosos. “Era a melhor coisa que nos podia acontecer, vermos subsidiado o nosso lar, para começarmos a construir a nossa coisa, que está completamente aprovada. Só falta mesmo conseguir esse objetivo”, sublinhou. 

{fcomment}