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Edição 767

📹 Formandos do CENFIM competem na Fórmula 1 das escolas

“É muito importante não esquecer que estamos a falar de miúdos, de quem se diz que nunca largam o telemóvel e que não sabem o que querem amanhã. Pois, aqui temos exatamente o contrário”, referiu o professor Carlos Costa.

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Em modo aceleração para garantir um lugar no grande prémio de Fórmula 1, no próximo ano. É este o objetivo da equipa M&M’s Motosport do CENFIM da Trofa, composta por formandos de 1.º ano, que não vai correr na mesma pista de Hamilton e companhia, mas sim numa competição escolar associada ao evento automobilístico mais popular do mundo. “F1 in Schools” é uma prova que requer muito mais do que construir um mini monovolume e pô-lo a percorrer uma pista de 20 metros em menos de um segundo.

A partir de um paralelepípedo feito de um material esponjoso, os seis formandos tiveram de criar um mini carro de corrida de Fórmula 1, que tem de obedecer a vários parâmetros, que vão do peso à distância entre rodas, passando pelo design e tipo de acabamentos. Em pouco mais de dois meses, com a ajuda do professor Carlos Costa, os jovens criaram uma rede de contactos que lhes permitiu ter acesso a software especializado e a reuniões com quem está habituado a construir carros para estrelas da Fórmula 1.
A elaboração de um portefólio, com especificação das tarefas realizadas é apenas mais um item que têm de cumprir neste rigoroso concurso. E por isso, José e João Pedro tiveram a árdua tarefa de “estudar o regulamento dia e noite” para que a equipa não perdesse pontos na avaliação.
A motivação com que falam do projeto demonstra que estes adolescentes abraçaram o desafio com ganas de se destacarem na competição. Nada foi deixado ao acaso, nem mesmo o nome da equipa, batizada M&M’s Motosport. “Vem das iniciais de Maria e Matilde, as meninas da equipa que estão a mandar nestes rapazes todos. Queremos mostrar que, também neste tipo de competições e no mundo automóvel, deve existir igualdade de género e que nós mulheres podemos fazer isto também. E também faz referência à nossa área de trabalho, a metalomecânica”, explicou Matilde Sousa, a líder do grupo.
A 3 de junho, os jovens tiveram a primeira prova de fogo, com a fase regional da competição, realizada em S. João da Madeira. Foi a primeira vez que testaram o protótipo e tiveram que fazer a apresentação do projeto, em inglês. E não se saíram nada mal, já que conseguiram o 3.º lugar e a passagem à etapa nacional, que à final em Abu Dhabi, em 2023, paralelamente com o grande prémio da verdadeira Fórmula 1.


“O F1 in Schools é um concurso em que grupos de miúdos na idade escolar, a partir dos 15 anos, têm de desenvolver, em plenitude, um projeto de criação de uma equipa de Fórmula 1, através de regulamento muito apertado, quer em termos de construção do protótipo, quer na vertente organizacional. Obriga-os a mostrarem o trabalho através das redes sociais e a desenvolver contactos diretos com parceiros da indústria e do marketing, ganhando maturidade e adquirindo conhecimentos. É muito importante não esquecer que estamos a falar de miúdos, de quem se diz que nunca largam o telemóvel e que não sabem o que querem amanhã. Pois, aqui temos exatamente o contrário. O Cenfim proporciona aos jovens uma série de desafios como estes, através dos quais podem adquirir, além das competências técnicas, uma série de competências sociais e um desenvolvimento pessoal e profissional para aquilo que o mercado de trabalho precisa”, sublinhou Carlos Costa.
Os parceiros são peça fundamental para fazer rodar a engrenagem deste projeto, que nesse capítulo também já saiu vencedor. Quem o diz é Fernando Silva, da empresa CadSolid, de Famalicão, que ajudou os jovens não só “com o software” que vende, como também “na disponibilização da engenharia interna e das instalações, caso eles precisassem de estar em ambiente extra-escola para trabalhar tranquilamente”. “Também partilhamos o nosso conhecimento de comunicação na vertente comercial”, testemunhou o empresário, que valorizou muito o projeto dos formandos. “As empresas precisam tanto de colaboradores profissionais que invistam na sua formação no momento certo e o momento certo é este, numa escola como esta”, acrescentou o também antigo aluno do CENFIM.
Já na Kazoku CAD, CAM, Lda, empresa sediada em Moreira de Cónegos, os jovens contaram com o apoio de Célio Neves, também antigo formando do centro de formação. “A nossa contribuição é em termos de informação, já que a empresa trabalha com algumas equipas da Fórmula 1, nomeadamente a Ferrari e a Mercedes. A parceria também é com algumas peças, para que os alunos comecem como é que são os corpos dos monolugares, por exemplo, sabendo que podem ser construídos com 50 fibras de carbono diferentes”, revelou.
Com esta contribuição, Célio Neves quer também “desmitificar ideias de que no setor da metalomecânica é impossível chegar a áreas de elite, como a Fórmula 1 ou a aeroespacial”.
Independentemente do resultado das competições que se seguem, a equipa já não dará por perdidas todas as horas dedicadas a este projeto. Matilde Sousa destaca a evolução técnica, mas também pessoal. “Nas relações interpessoais, como falar em reuniões, o conhecimento adquirido vai ficar para toda a vida. Talvez mais tarde, numa entrevista de emprego em que poderíamos ser mais fechados, estaremos muito mais capacitados para mostrarmos o nosso valor”, revelou.
A F1 in Schools é uma das experiências proporcionadas pelo projeto Pense Indústria i4.0, desenvolvido por um consórcio de sete centros tecnológicos, com o objetivo de atrair jovens para a indústria e divulgar oportunidades de desenvolvimento profissional em áreas como a digitalização, inovação, empreendedorismo, design e criatividade, descarbonização e transição energética, economia circular e sustentabilidade.

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Memórias e Histórias da Trofa: O embrião da industrialização

A Trofa, ao longo da sua história, sobretudo na época contemporânea, foi recebendo nas freguesias do seu futuro concelho várias indústrias, algumas delas o tempo foi apagando a sua memória, existindo muitas que estão, praticamente, longe do conhecimento da maioria dos populares. O tempo, por vezes, é ingrato na história.

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A Trofa, ao longo da sua história, sobretudo na época contemporânea, foi recebendo nas freguesias do seu futuro concelho várias indústrias, algumas delas o tempo foi apagando a sua memória, existindo muitas que estão, praticamente, longe do conhecimento da maioria dos populares. O tempo, por vezes, é ingrato na história.Apesar…

 

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Escrita com Norte: Ter tempo

Eu e os outros, que ontem tinham 16, 17, 18 anos, hoje passaram os 40 e dou por mim a ser o meu pai de há 30, 40 anos, dizendo, “Hoje encontrei aquele rapaz da minha idade…” e na discussão de muito temas, argumento, “No meu tempo…”.
Velho? Talvez…mas não! Apenas tenho Tempo.

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Lembro-me perfeitamente de, em criança, de entre várias coisas, ouvir o meu pai dizer, “Aquele rapaz meu amigo…”, geralmente, “rapazes” da idade dele, ou, “No meu tempo…”.
Sempre que ele nos falava (a mim e ao meu irmão) e aplicava estas frases, as mesmas eram acompanhadas de uma expressão de estranheza nas nossas caras por não compreendermos que, na idade dele, se referisse aos da mesma geração como “rapazes”! Em contraponto, e desta vez de forma correcta, com a expressão “No meu tempo…”, colocava-se no devido lugar de “gente velha”.
Na adolescência, a expressão de estranheza começou a ser acompanhada por outra, a de incompreensão. Se em crianças os nossos pais são super-heróis, na adolescência passam a incompreendidos e nós, adolescentes, tomamos o lugar de “Maiores”. Como qualquer adolescente normal, eu era (achava-me) o “Maior”. E tenho quase a certeza que o Quim (nome fictício do tótó da minha turma), no seu íntimo, também se achava o “Maior”, sonhando à noite, enrolado à almofada, com a Jennifer Lopez.
Os píncaros da “velhice” e “antiguidade” (e minha vergonha) eram as demonstrações de afecto. Se em privado eram toleradas, já em público os beijos e abraços da minha mãe superavam em humilhação a dos funcionários de um banco chinês açoitados em público por não terem atingido os objectivos. Eu passei sempre de ano… porquê tanto afecto humilhante em público?!
Neste tempo, o Tempo não passa ou passa devagar, e, nos momentos de angústia (os “Maiores” também os têm), chegava a andar para trás, por isso o vislumbre de chegar a “velho” e dizer, “Aquele rapaz meu amigo…” ou, “No meu tempo…”, era algo muito distante e arrastado como a evolução do Ser Humano… ou seja, algo que nunca iria acontecer.
O Ser Humano não evoluiu, mas o Tempo passou e tenho a sensação que o tempo em que pensava que ele não passava foi ontem!
Eu e os outros, que ontem tinham 16, 17, 18 anos, hoje passaram os 40 e dou por mim a ser o meu pai de há 30, 40 anos, dizendo, “Hoje encontrei aquele rapaz da minha idade…” e na discussão de muito temas, argumento, “No meu tempo…”.
Velho? Talvez…mas não! Apenas tenho Tempo.
Tenho Tempo pela frente e Tempo suficiente vivido, que me faz sorrir com as demonstrações públicas de afecto da minha mãe e me faz olhar, outra vez, para o meu pai com a capa do Super-Homem, apoiado na sua bengala.
Quanto a mim, de “Maior” de ontem, passei a “Realista” de hoje, com noção das minhas limitações e das coisas que não sei, incomodando-me unicamente no passar do Tempo o crescimento desordenado de alguns pelos das sobrancelhas, que me obrigam a arrancá-los.
E tenho quase a certeza que o Quim, quando as luzes do seu quarto se apagam, continua a agarrar-se às almofadas, imaginando-as como sendo a Jennifer Lopez e a Monica Bellucci, nunca dizendo, “No meu tempo…” mas, “Sempre fui o Maior!”.

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