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Edição 764

📹 300 atletas no regresso do Torneio de Rua

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Já sem o habitual cenário marcado pela presença das máscaras, e a fazer lembrar tempos pré-Covid, a Alameda da Estação foi palco da 5.ª edição do Torneio de Rua da Trofa, uma iniciativa da Associação de Atletismo do Porto, que contou com o apoio à organização da Escola de Atletismo da Trofa (EAT).
O recinto daquele espaço plantado em pleno coração da cidade transformou-se numa pista de atletismo, onde se competiu em diversas disciplinas, desde a velocidade, pentassalto, vaivém com barreiras, corridas de estafetas e lançamentos do vortex e do peso.
“São provas de carácter lúdico para os atletas mais novos, desde os escalões de benjamins A até aos iniciados”, explicou Pedro Sá, responsável pela EAT, que se mostrou feliz por ver a prova contar “com cerca de 300 atletas de 12 clubes”.
O objetivo de trazer para a Trofa uma prova deste tipo foi captar a atenção das crianças e jovens do concelho para a modalidade e mostrar que “o atletismo não é só correr e é composto por várias atividades”. “A experiência diz-nos que, quando as crianças experimentam, acabam por ganhar o gosto. Isto não é mais do que uma brincadeira, aquilo a que chamamos de atletismo jogado, e todas as crianças gostam de jogar”, sublinhou Pedro Sá.

A organização deste evento, que também teve colaboração da autarquia da Trofa, é mais um marco na época desportiva da EAT, que já soma alguns resultados significativos. “Conseguimos alcançar o 4.º lugar nacional coletivo no corta-mato curto, tivemos a Deolinda Oliveira campeã nacional de estrada e vice-campeã de corta-mato e tivemos a Alice Oliveira e a Sandra Sá com mínimos para os nacionais”, detalhou o treinador, que aponta mais expectativas para a campanha de verão.
“Além da formação, que continua a ser a aposta principal do clube, vamos apostar na equipa sénior feminina, nos clubes, o objetivo é, pelo menos, estarmos na 3.ª divisão novamente e desta vez lutar pelo pódio e não ficarmos pelo 5.º lugar como nos dois últimos anos”, projetou.
As últimas provas disputadas pela EAT foram a 16 de abril. No Grande Prémio de Atletismo da Páscoa, em Vila Nova do Campo, participaram Martim Ferreira (benjamim B, 5.º lugar), Kristina Tsybrivska (benjamim B, 25.º), Margarida Monteiro (infanjtil, 10.º), Denis Tsybrvskyy (infantil, 14.º) e Deolinda Oliveira (veteranas F50, 2.º).
Já no Torneio de Estafetas + Provas de Preparação, em Guimarães, a EAT esteve representada nos 150 metros por Sandra Sá (sub-23, 7.º lugar), Mónica Rodrigues (sub-23, 16.º lugar), Diana Rodrigues (sub-23, 19.º lugar) Sofia Santos (júnior, 29.º lugar). Na estafeta de 4×100 metros, as atletas conquistaram o 2.º lugar.

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Edição 764

Vinhos verdes homenageiam património trofense

Considera-se a “Sub-região do Ave” a região dos Vinhos Verdes que abrange os concelhos de Vila Nova de Famalicão, Fafe, Guimarães, Santo Tirso, Trofa, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e parte do concelho de Vizela.

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O Vinho Verde, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, constitui uma denominação de origem controlada (DOC), cuja demarcação remonta a 18 de setembro de 1908 (no reinado de D. Carlos). O Vinho Verde é “único” no mundo. É produzido no território entre os rios Douro e Minho, no noroeste de Portugal, uma região costeira. Esta região (de Entre Douro e Minho) possui um clima ameno e chuvoso, que permite a criação de vinhos únicos, leves e jovens. Os vinhos desta região possuem, ainda, reduzidos níveis de álcool e bastante frescura, sendo vinhos aconselhados para acompanhar aperitivos e pratos leves. Alguns enólogos apontam a razão do termo “Vinho Verde”, graças à sua “alta acidez”, remetendo ao perfil ácido das uvas produzidas na região delimitada geograficamente como “Vinho Verde”.
Reza a história que terão sido os Vinhos Verdes os primeiros vinhos portugueses exportados para os mercados europeus. “Nos séculos XVI e XVII, os vinhos do Vale do Minho e do Vale do Lima eram regularmente transportados para o norte da Europa nos mesmos barcos que traziam o bacalhau e produtos manufacturados para sul”.

Sub-região do Ave

Considera-se a “Sub-região do Ave” a região dos Vinhos Verdes que abrange os concelhos de Vila Nova de Famalicão, Fafe, Guimarães, Santo Tirso, Trofa, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e parte do concelho de Vizela.

(…)

António Costa

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Construção do cemitério de S. Mamede do Coronado

A 11 de agosto de 1911, era aprovada a deliberação da Junta de Paróquia da freguesia de S. Mamede do Coronado para um empréstimo que tinha sido pedido previamente em julho daquele ano.

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Durante séculos, existiu na cultura popular/católica dos portugueses o pensamento de que os corpos dos falecidos deveriam ser, obrigatoriamente, enterrados no interior das igrejas, embora, por razões evidentes de espaço, nem sempre fosse possível essa prática, como também, até na hora da morte, havia distinções de tratamento.
O espaço do interior das igrejas e restantes templos católicos, por vezes por questões também de estatuto, ficava destinado para os senhores de classe social mais elevada e os mais fragilizados da sociedade eram encaminhados para o espaço em redor do templo.
O século XIX é pródigo em tentativas de mudança de mentalidade nos portugueses. Existiu um esforço por parte das autoridades para incutir elementos racionais, deixando o sagrado para um patamar secundário, fruto da evolução do conhecimento científico que se ia registando um pouco por toda a Europa.
A oposição da população foi, por vezes, bastante cáustica. Referência para os confrontos popularmente conhecidos por “Revolta da Maria da Fonte”, mas, aos poucos, os cemitérios entraram na certeza dos portugueses.
Um investimento que tinha de ser realizado pelo poder local, mas nem sempre o fator financeiro era favorável para a concretização dos mesmos, algo que aconteceu em S. Mamede do Coronado.
No ano de 1900 e anteriores, discutia-se a construção de um cemitério, desconheço, de forma humilde, qual seria a solução utilizada para o enterro dos mortos entre a deliberação oficial do Governo e aquele momento.
A Junta de Paróquia, que hoje equivale em termos homólogos à Junta de Freguesia, solicitava ao Ministério do Reino, responsável pelos assuntos de governação nacional, um apoio para a construção desse equipamento.
A 11 de agosto de 1911, era aprovada a deliberação da Junta de Paróquia da freguesia de S. Mamede do Coronado para um empréstimo que tinha sido pedido previamente em julho daquele ano.
O empréstimo era de um valor considerado elevado, concretamente 731$640 reis, que tinha de ser amortizado no período máximo de 24 anos, pela anuidade de 30$485, que tinha como salvaguarda de pagamento 15% da derrama, que os paroquianos tinham de cumprir para a conclusão da obra do cemitério paroquial.
O documento era assinado por Rodolpho Hintze Ribeiro, uma das maiores figuras políticas dos últimos anos da monarquia.
Finalizando, assistimos a um Estado que empresta dinheiro ao poder local, mas que faz cativação de verbas para garantir esse pagamento que, por vezes, poderia ser a última solução para ser possível construir equipamentos coletivos fundamentais para a vida da sua comunidade.

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