Cerca de 40 “Zés” de Lousado reuniram-se para um convívio que já existe há 31 anos.

No interior da Casa do Povo, em Lousado, à exceção da jornalista, todos tinham um nome em comum: José. Foram cerca de 40 os “Zés” que se juntaram no sábado, 22 de março, para um convívio que já é tradição nas terras de Lousado. Acontece desde 1983, quando um grupo de homens, José de nome, pois claro, “em conversa no Café Braga, junto à estação de caminho-de-ferro”, decidiram organizar um passeio anual. Inicialmente, eram seis Zés da aldeia, mas rapidamente a iniciativa tomou outras proporções e alargou-se à freguesia.

Hoje, dos oito aos 80, são cerca de quatro dezenas os Zés que não deixam a tradição cair. José Gonçalves organiza o passeio pelo quinto ano. Desta vez, o Tua foi o destino, onde lá se almoçou bacalhau, javali ou vitela.

No caso de José Gonçalves, foi ele próprio que convenceu o pai a participar no convívio. No entanto, considera que “hoje, os pais transmitem a tradição aos filhos”.

E qual o segredo para que este encontro resista ao longo dos anos? “Mantém-se uma coesão de opinião neste tipo de evento, o que é difícil na atualidade. Tenho orgulho em dizer que Lousado vive de tradições com princípios sociais”, frisou José Gonçalves.

A organização também quis agradecer “ao café do Ribeiro e às Carnes Carneiro pela colaboração”.

Neste grupo, assim como o encontro se cumpre religiosamente, o requisito é sagrado: se não tem José no nome, então é carta fora do baralho.