É de concordância geral, que os tempos que atravessamos não são nada fáceis. Há quem diga até, que estamos a atravessar uma das piores crises desde o fim da segunda guerra mundial.

Para agravar a actual situação, em que os portugueses vivem, não se consegue vislumbrar “a luz ao fundo do túnel” e alguns relatórios especializados apontam só lá para o ano de 2014 para alguma situação de retoma. Só aí, se começará a sair da crise. Que tempos estes, que estamos a atravessar!

Perante este cenário de crise violenta, é um acto de inteligência, a utilização contida dos meios que são colocados ao nosso dispor. O desperdício é condenável.

Nas doze badaladas da passagem-de-ano, quando empurrarmos, com espumante as uvas passas, sejamos contidos nos desejos para o novo ano. Nesse momento, deveremos trazer à memória o quanto está difícil a concretização dos nossos sonhos.

 

Eu, para dar cumprimento a esta decisão, faço já uma promessa: serei contido, em palavras, nesta minha crónica, habitualmente mais longa, e na formulação de desejos para o ano novo, que aí vem.

A contenção desejada também me limita ao âmbito geográfico dos meus pedidos e desejos. Vou-me esquecer dos desejos de âmbito planetário para me focar, apenas, nos de âmbito nacional e local.

Nos desejos de âmbito nacional, muitos haveria para enunciar, mas limitar-me-ei a um único:

– Porque há fome em Portugal, a resolução deste grave problema, que afecta hoje muitos portugueses.

Nos desejos de âmbito local, para o Concelho da Trofa, a quantidade é maior, são cinco os desejos, mas mais exequíveis. Ou seja, a sua concretização é bem mais fácil:

– A construção dos Paços do Concelho (o edifício-sede da Câmara Municipal), num local que crie uma nova centralidade;

– A construção das variantes à EN104 e EN14. A Trofa é o único Concelho, que a EN14 atravessa, que não tem variante;

– A aprovação e implementação do PDM – Plano Director Municipal, justo, credível, equilibrado e estruturante para o desenvolvimento, com equidade, do Concelho da Trofa;

– As infra-estruturas básicas, água e saneamento básico em todas as casas do Concelho mas a funcionar em pleno, em termos de ligação, respeitando as normas ambientais;

– A vinda do Metro à Trofa. Um meio de transporte para substituir aquele que foi “surripiado”, aos trofenses, há muitos anos. Há anos demais para ser verdade!

São estes os meus votos para o Ano Novo em tempo de contenção. Fui contido no espaço, nas palavras e nos desejos. Ah! É verdade: um FABULOSO ano de 2011 para si e para os seus.

 

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt