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Ano 2011

Voto de louvor reflete discórdia na Assembleia de Covelas

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Cinco elementos do PSD reprovaram a proposta do PS de atribuição de um voto de louvor ao ex-presidente da Assembleia, Manuel Martins.

Até um voto de louvor espelha a dissonância de ideias entre os elementos do Partido Socialista e os do Partido Social Democrata na Assembleia de Freguesia de Covelas. O socialista Domingos Faria propôs essa homenagem a Manuel Martins, ex-presidente da Assembleia covelense pelo PSD, que faleceu recentemente, mas viu-a negada por cinco votos desfavoráveis do partido que este representou.

Além dos dois votos favoráveis do PS e um do CDS, o único voto “laranja” foi de Laurinda Martins, atual presidente da Assembleia e irmã de Manuel.

O social democrata Américo Marques justificou o voto desfavorável com o facto de “a ser assim, há que aprovar votos de louvor a outros que também já partiram”.

José Carlos Marques (PSD) também interveio para criticar a postura do PS: “O senhor Manuel Martins deu muito de si à freguesia, mas esta proposta deixa-me alguma dúvida no ar. No caso do PS, que pôs em causa a seriedade dele e a forma como ele conduzia os trabalhos (enquanto presidente da Assembleia), vir, neste momento, pedir um voto de louvor não faz sentido”.

O período de antes da ordem do dia ficou ainda marcado pela apresentação de uma carta dirigida a Laurinda Martins, pela Inspecção Geral da Administração Local, que solicitou à presidente da Assembleia que “faculte aos membros da Assembleia de Freguesia os documentos por eles solicitados”.

A social democrata manifestou-se “surpresa” com a missiva, justificando: “Que me lembre, não me foram solicitados quaisquer documentos, por isso não sei quem mos pediu e eu não facultei”.

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Na ordem do dia, o presidente do executivo, Fernando Moreira, anunciou que a sede de Junta de Freguesia está quase concluída, faltando acertar o dia da inauguração. O autarca referiu ainda que tem sido o executivo a custear a execução da obra, já que “da Câmara só chegaram 50 mil euros destinados ao terreno”. “Penso que ela (Joana Lima, presidente da autarquia) vai cumprir e ajudar na conclusão da obra, porque eu já não tenho dinheiro para comprar os equipamentos para o auditório e sala de computadores. Na minha opinião, a Câmara tinha obrigação de participar em 50 por cento, mas eu já não quero esse valor”, referiu, acrescentando que tem “três orçamentos” (um de “19 mil euros”, outro de “11 mil” e outro de “sete mil”) para equipar o auditório.

“Já caí numa, no tempo do outro executivo (municipal). Fiz a capela mortuária com o dinheiro que poupei, mas prometeram-me que ia receber um subsídio e nunca o recebi. E a placa (de inauguração) está lá da pessoa que não a fez. E, neste caso, se continuar assim, a placa que vai existir na nova sede é a do presidente da Junta”, frisou.

Sobre a empreitada, Nicolau Silva questionou Fernando Moreira em que moldes foi feito o contrato com a empresa que está a proceder aos acabamentos exteriores da sede da Junta, questionando se o serviço já foi pago.

O executivo explicou que “o contrato foi feito por ajuste direto e que ainda nada foi pago à empresa”.

No que respeita aos novos limites internos das freguesias do concelho da Trofa, aprovados, recentemente, em Assembleia Municipal, o presidente da Junta de Freguesia apresentou o mapa atualizado.

Das novas medições, os elementos do PS e do CDS destacaram o facto de Covelas ter perdido área (tem agora 15.028 metros quadrados), relativamente ao que outrora estava delineado (16.069 metros quadrados).

Fernando Moreira justificou que “não se pode garantir que o valor antigo estava certo”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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