Cinco elementos do PSD reprovaram a proposta do PS de atribuição de um voto de louvor ao ex-presidente da Assembleia, Manuel Martins.

Até um voto de louvor espelha a dissonância de ideias entre os elementos do Partido Socialista e os do Partido Social Democrata na Assembleia de Freguesia de Covelas. O socialista Domingos Faria propôs essa homenagem a Manuel Martins, ex-presidente da Assembleia covelense pelo PSD, que faleceu recentemente, mas viu-a negada por cinco votos desfavoráveis do partido que este representou.

Além dos dois votos favoráveis do PS e um do CDS, o único voto “laranja” foi de Laurinda Martins, atual presidente da Assembleia e irmã de Manuel.

O social democrata Américo Marques justificou o voto desfavorável com o facto de “a ser assim, há que aprovar votos de louvor a outros que também já partiram”.

José Carlos Marques (PSD) também interveio para criticar a postura do PS: “O senhor Manuel Martins deu muito de si à freguesia, mas esta proposta deixa-me alguma dúvida no ar. No caso do PS, que pôs em causa a seriedade dele e a forma como ele conduzia os trabalhos (enquanto presidente da Assembleia), vir, neste momento, pedir um voto de louvor não faz sentido”.

O período de antes da ordem do dia ficou ainda marcado pela apresentação de uma carta dirigida a Laurinda Martins, pela Inspecção Geral da Administração Local, que solicitou à presidente da Assembleia que “faculte aos membros da Assembleia de Freguesia os documentos por eles solicitados”.

A social democrata manifestou-se “surpresa” com a missiva, justificando: “Que me lembre, não me foram solicitados quaisquer documentos, por isso não sei quem mos pediu e eu não facultei”.

Na ordem do dia, o presidente do executivo, Fernando Moreira, anunciou que a sede de Junta de Freguesia está quase concluída, faltando acertar o dia da inauguração. O autarca referiu ainda que tem sido o executivo a custear a execução da obra, já que “da Câmara só chegaram 50 mil euros destinados ao terreno”. “Penso que ela (Joana Lima, presidente da autarquia) vai cumprir e ajudar na conclusão da obra, porque eu já não tenho dinheiro para comprar os equipamentos para o auditório e sala de computadores. Na minha opinião, a Câmara tinha obrigação de participar em 50 por cento, mas eu já não quero esse valor”, referiu, acrescentando que tem “três orçamentos” (um de “19 mil euros”, outro de “11 mil” e outro de “sete mil”) para equipar o auditório.

“Já caí numa, no tempo do outro executivo (municipal). Fiz a capela mortuária com o dinheiro que poupei, mas prometeram-me que ia receber um subsídio e nunca o recebi. E a placa (de inauguração) está lá da pessoa que não a fez. E, neste caso, se continuar assim, a placa que vai existir na nova sede é a do presidente da Junta”, frisou.

Sobre a empreitada, Nicolau Silva questionou Fernando Moreira em que moldes foi feito o contrato com a empresa que está a proceder aos acabamentos exteriores da sede da Junta, questionando se o serviço já foi pago.

O executivo explicou que “o contrato foi feito por ajuste direto e que ainda nada foi pago à empresa”.

No que respeita aos novos limites internos das freguesias do concelho da Trofa, aprovados, recentemente, em Assembleia Municipal, o presidente da Junta de Freguesia apresentou o mapa atualizado.

Das novas medições, os elementos do PS e do CDS destacaram o facto de Covelas ter perdido área (tem agora 15.028 metros quadrados), relativamente ao que outrora estava delineado (16.069 metros quadrados).

Fernando Moreira justificou que “não se pode garantir que o valor antigo estava certo”.

 

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