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Ele é natural da Trofa, ela de Lousado. Conheceram-se em Ribeirão numa tarde de domingo e “foi amor à primeira vista”. Casaram em 1959 e nunca mais se separaram. Manuel Azevedo e Maria da Luz Costa contaram ao NT a sua história de amor.

Não é todos os dias que vemos um casal feliz depois de 50 anos ao lado um do outro. Manuel Azevedo de 70 anos e Maria da Luz Costa, com 69, comemoraram as suas Bodas de Ouro este ano, a 15 de Agosto e garantem que ainda são “felizes”.

As histórias de amor têm sempre momentos bons e maus, mas o casal ultrapassou todos os obstáculos com “amor e muito respeito”. Ela mais reservada, ele mais falador, mas como diz o ditado “os opostos atraem-se”.

“Conhecemos-nos entre 1957 e 1958, eu namorava com uma rapariga em Ribeirão e num domingo fomos passear. Nesse lugar em Ribeirão encontramos uma rapariga que é hoje a minha esposa, a minha namorada de então, que era amiga dela, convidou-a para ir passear connosco e fomos os três passear”, recordou Manuel Azevedo.

Depois deste encontro, o amor ultrapassou todas as barreiras. Manuel Azevedo terminou a sua relação com a antiga namorada e assumiu um compromisso para toda a vida com Maria da Luz. “Foi amor à primeira vista, olhei para ela, olhos nos olhos, e gostei dela”, contou a sorrir.

Namoram durante cerca de dois anos e ainda antes de casar conceberam o primeiro filho, o que “não foi bem aceite pelos pais, nem pela sociedade”. Mas Manuel Azevedo assumiu o filho e “nunca” mais deixou Maria da Luz. “Ela ficou em pânico, mas eu pu-la à vontade e fiz o meu dever. Disse-lhe: a partir de agora vamos tratar da nossa vida e vamos casar”.

Manuel Azevedo, nada temeu. Fez o pedido aos pais de Maria da Luz e casaram mesmo antes do rebento nascer. “Casamos em Agosto e o filho nasceu em Novembro”. Casaram a 15 de Agosto de 1959. Ele tinha 20 anos e ela 19.

“Gostei dela, naturalmente ela gostou de mim. Os tempos foram passando e aproximei-me cada vez mais e comecei a pensar que era aquela a mulher da minha vida, que reunia determinadas condições que eu desejava: achava-a bonita, atraente, uma pessoa de bom coração e que se entregou a mim e eu não a podia deixar”, afirmou.

Depois de casados e já com um filho, a situação do casal complicou-se: Manuel Azevedo foi chamado para cumprir o serviço militar obrigatória na altura. Esteve entre Aveiro, Santa Margarida e Mafra e durante cerca de dois anos só visitava Maria da Luz e os dois filhos “de vez em quando”. Sim dois filhos, porque o segundo foi concebido nas suas vindas periódicas a casa e nasceu ainda o pai se encontrava na “tropa”.

O “entendimento e compreensão de parte a parte” fez perdurar a relação à distância e o amor foi a ajuda essencial para Maria da Luz criar os seus dois filhos, “praticamente sozinha”.

Depois foram nascendo mais filhos. Ao todo são três meninos e uma menina, que hoje, garantem “são bons homens e uma boa mulher”, que “sempre orgulharam os pais”.

“O ambiente familiar era bom, sempre nos entendemos bem, sempre nos dedicamos um ao outro e criamos os filhos com amor”, acrescentou o marido, pai e agora também avô.

Segredos entre o casal, só mesmo o da felicidade: “nunca escondemos nada um do outro e vivemos um para o outro”.

Manuel Azevedo lamenta que “as pessoas de hoje em dia não levem o compromisso do casamento tanto a sério” e “o amor não se cultive com muita facilidade”, mas não vê a sua história e da esposa como um exemplo a seguir.

Encararam os 50 anos de casamento “com naturalidade” e são “felizes” porque estão juntos e com a família sempre ao lado.