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Socialistas da Trofa avançaram com um processo-crime contra a administração da Trofáguas por “má gestão”, revelou hoje, em conferência de imprensa, Joana Lima, a candidata do PS à autarquia local.

“Demos entrada, terça-feira, de um processo-crime contra os administradores da Trofáguas”, acrescentou Joana Lima, cabeça de lista pelo PS à Câmara da Trofa e vereadora, sem pelouro, na autarquia.

Joana Lima, Assis Neves e Vasco Pereira, os três vereadores socialistas na câmara acusam o social-democrata António Pontes, administrador da empresa municipal de água e saneamento da Trofa, de “má gestão”.

“O actual conselho de administração da Trofáguas gastou mais de 125 mil euros em custas judiciais e indemnizações a funcionários que foram vítimas de perseguição por parte dos responsáveis pela empresa municipal”, revelou Joana Lima.

Em causa estará a suspensão feita pela empresa, a pelo menos quatro funcionários, que o tribunal obrigou a readmitir e a indemnizar.

“As pessoas têm que assumir os actos que tomam e, numa empresa municipal, os responsáveis não podem andar a esbanjar dinheiro que deveria ser usado para melhorar as condições de vida dos habitantes da Trofa”, frisou a autarca socialista.

Do processo-crime faz também parte a cobrança “fora do prazo previsto” que a Trofáguas está a realizar junto de alguns munícipes.

“A empresa está a emitir facturas fora dos prazos previstos por lei, cobrando ilicitamente verbas aos trofenses”, disse a mesma fonte.
Contactado pela Lusa, o presidente do Conselho de Administração da Trofáguas disse desconhecer o processo-crime.

“O nosso princípio é a defesa do interesse público e é isso que fazemos”, salientou António Pontes.
Sustentou ainda que a questão dos processos aos funcionários “é verdadeira mas é extemporânea dado que foi tratada no local certo”.

“Cumprimos a decisão do tribunal”, disse.

Lusa