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Edição 461

Variante à EN14 vai ser construída. Finalmente!

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Para tristeza dos “arautos da desgraça”, a grande maioria dos portugueses vai viver, ainda este ano, uma tripla satisfação: vai-se começar a “respirar” melhor, com a saída do programa de ajustamento, imposto pela “troika”; a União Europeia está a empurrar Portugal para uma saída “limpa”, à irlandesa; vai haver mais e melhor investimento em Infraestruturas de Valor Acrescentado (IEVA), tão necessárias ao desenvolvimento do país, seja em termos viários, rodoviários ou outros. Três boas notícias, que se deseja a sua concretização, pois é bem necessário e bem merecido, após tão longo “cativeiro”.

Estes cenários, ainda não estão assegurados e poderão sofrer um revés. Inclusive, o Governo português está a preparar-se para dois cenários, referente à saída do programa de ajustamento, imposto pela “troika”: saída limpa à irlandesa ou um novo programa cautelar. Este cenário é o menos provável, pois o Governo teme cada vez mais, um “não” de vários países do norte da Europa, a um programa cautelar, após o final do programa de ajustamento, em maio deste ano.

Um dado adquirido é o QREN 2014-2020, que vem “recheado” com perto de 25 mil milhões de euros para investimentos. É mesmo muito dinheiro, e uma fatia significativa é para investimentos na zona norte e zona centro. Bem merecido, pois estas zonas passaram em pouco mais de uma década, das zonas que mais contribuíam para o PIB nacional, para as zonas mais degradadas a nível nacional e a nível da zona euro. Uma desgraça que o poder centralista e macrocéfalo lisboeta não quis ver, ou pelo menos nada fez para inverter a situação. Mais vale tarde do que nunca!

A variante à EN14 vai ser construída. Finalmente! O Governo vai incluir, no próximo pacote de fundos comunitários, a construção da variante, alternativa à Estrada Nacional 14. Esta via, que ligará Maia-Trofa-Famalicão é uma infraestrutura há muito tempo reclamada, quer pelos cidadãos que tem de efectuar este trajeto diariamente, quer pelo forte tecido empresarial dos concelhos envolvidos. A EN14 é uma das estradas nacionais com mais tráfego rodoviário, já o era antes da construção da A3 e agora voltou a ser depois da subida dos combustíveis e das portagens. O estrangulamento rodoviário, que constitui esta via, continua a originar a deslocalização de muitas empresas para outros concelhos.

O Governo reconhece a variante à EN14 como prioritária para a economia. Deseja-se que a construção desta variante seja concretizada em breve, pois é uma obra com um enquadramento especial, naquele que é considerado o perfil da União Europeia, para os investimentos ao nível da coesão territorial. É uma obra há muito desejada e vai ser uma alavanca para o crescimento das empresas e para o desenvolvimento da região.

Que a construção desta infraestrutura tão importante, não faça esquecer a requalificação da EN14, concretamente a repavimentação e a construção da rotunda no cruzamento da Carriça, assim como a construção da linha do metro de superfície à Trofa, sendo que a 1ª fase – ligação do ISMAI à Serra-Muro -, deverá ser feita urgentemente. É a reposição de um meio de transporte, que foi surripiado às populações, há mais de uma década. Que haja justiça!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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www.moreiradasilva.pt

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Edição 461

Rancho de Alvarelhos dinamiza torneio de sueca

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Rancho Folclórico de Alvarelhos convida comunidade trofense a participar no Torneio Relâmpago de Sueca, que está a organizar para o dia 8 de março. As inscrições estão abertas até ao dia 6 de março.

Torneio Relâmpago de Sueca é a proposta do Rancho Folclórico de Alvarelhos para o dia 8 de março, a decorrer na sede da associação, entre as 15 e a meia-noite. Por volta das 19 horas, haverá um churrasco, para fomentar o convívio entre os participantes.

Mas para isso, as pessoas devem inscrever-se até às 21 horas do dia 6 de março, hora que terá início o sorteio de equipas, que vai decorrer na sede do Rancho. As inscrições, que têm um custo de 15 euros com churrasco incluído, podem ser feitas através do email ranchofolcloricodealvarelhos@outlook.pt ou do contacto com o responsável pela prova, Américo Paiva (918 050 209) ou da página de Facebook ou ainda na sede do rancho, situada na Rua Central do Ribeiro.

Além dos troféus, as quatro equipas vencedoras recebem prémios monetários que vão desde os 60 euros (1º lugar), 40 euros (2º), 25 euros (3º) e 15 euros (4º). As restantes equipas recebem um “prémio de participação”.

Segundo o presidente do Rancho de Alvarelhos, Rui Costa, uma vez que existia a “necessidade de juntar as várias faixas etárias” e como existe “várias pessoas que gostam bastante de jogar à sueca”, surgiu a ideia de organizar o Torneio de Relâmpago de Sueca.

Com esta prova, Rui Costa pretende “dinamizar e proporcionar convívio à população”, esperando que “as pessoas se divirtam e passem um bom bocado junto dos seus amigos”. Se sobrar “alguma verba”, esta vai “reverter a favor das obras da sede do Rancho de Alvarelhos”, que “necessita com muita urgência de trocar a cobertura que tem bastante humidade”.

O presidente contou ainda que o torneio tem sido “muito bem aceite”, uma vez que é “uma forma de as pessoas saírem de casa e juntarem os amigos”. “A maior parte deles já têm equipas formadas e já se identificam mais com A e com B, havendo já uma certa rivalidade saudável”, referiu.

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Edição 461

Não abandonem o Parque das Azenhas.

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Gualter-Costa


Há dias, já depois das segundas cheias do Rio Ave, percorri toda a extensão do Parque das Azenhas e fiquei perplexo com o cenário de completo abandono, desolação e desleixo.

Mais de dois meses após a grande cheia que tudo destruiu, ainda nem uma única cerca derrubada foi recolocada no lugar (muitas centenas de metros de cerca que resistiram à primeira cheia ficando derrubados e encalhados no leito de cheia, foram rio abaixo com a segunda cheia, quando poderiam ter sido atempadamente recuperados), nem um único poste de iluminação tombado foi reposicionado encontrando-se à mercê do vandalismo e dos roubos, nem uma única árvore arrancada foi intervencionada ou replantada, nem um único metro da inestética rede foi substituído ou limpo.

Um cenário de abandono que teima em permanecer por TODO o parque (mesmo na área já inaugurada) e não somente nos 300 metros mais violentamente fustigados pelas águas do Ave. Um abandono sem sentido, que dói e nos envergonha enquanto trofenses.

Poderei não estar de acordo quanto à excessiva prioridade que foi dada à construção do Parque das Azenhas pelo executivo anterior (a Trofa tinha outras necessidades muito mais urgentes – p.e. nova travessia do Rio Ave, metro até à Trofa, reabilitação urbana do centro da cidade, melhoria dos acessos às freguesias, repavimentação das estradas, etc.), mas uma vez tomada a decisão e iniciada a obra é imperativo que a mesma seja concluída.

Abandonar ou amputar este projeto nesta fase não é solução. Um concelho onde o património, os espaços públicos e os espaços verdes são residuais, quase inexistentes, não pode dar-se ao luxo de abandonar uma infraestrutura como esta. Tanto mais, que já foram gastos milhões de euros na mesma e segundo o Sr. Presidente da Câmara, já está realizada mais de 70% da obra. A acentuada destruição patente numa pequena parte (cerca de 300 metros, menos de 10% da área total do parque), não deve ser tomada como a destruição do todo (mais de 4 km’s).

Na área já inaugurada, após duas fortes cheias e o inverno mais chuvoso dos últimos 85 anos, constatamos que a destruição é apenas residual. Resume-se a uma inadequada rede derrubada, alguns postes de iluminação a necessitarem de ser endireitados e um piso que após uma boa limpeza ficará novamente como novo. Algo que com um pouco de boa vontade e de orgulho trofense se resolve rapidamente.

Na área ainda em construção, por força dos trabalhos ainda em curso, a instabilidade do terreno é maior, estando mais exposta às adversidades e caprichos do clima, verificando-se aí uma destruição mais acentuada, mas suscetível de uma resolução não muito onerosa (p.e. através da construção de passadiço mais elevado idêntico ao já utilizado noutras partes do percurso). Haja vontade em resolver.

Vivemos num passado recente, décadas de abandono, de marasmo e de caos urbanístico sob o domínio tirsense. Agora que temos as rédeas do nosso futuro nas nossas mãos, não podemos baixar os braços perante problemas menores. Temos de ser capazes. Merecemos e queremos um incremento significativo na qualidade de vida no nosso concelho. Foi para isso que lutamos durante décadas. Este parque pode e deve ser o virar de página. A primeira pedra numa nova filosofia de concelho – Um concelho de pessoas, um concelho voltado para as pessoas.

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O Parque das Azenhas é por excelência o espaço verde e a frente ribeirinha em que todos os trofenses querem ter orgulho. A sua recuperação e conclusão é pois urgente e imperativa. Como já ficou demonstrado no curto espaço de tempo em que esteve aberto à população, é muito mais que uma despesa supérflua e eleitoralista. É uma mais-valia para todo o Concelho da Trofa e territórios vizinhos. Um notável incremento na imagem da Trofa e na melhoria da qualidade de vida de milhares de Trofenses.

Renegoceiem prazos, melhorem o projeto, ouçam novos consultores e esgravatem novas soluções técnicas, responsabilizem quem deve ser responsabilizado, mas p.f. não abandonem o Parque das Azenhas.

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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