Jaime Toga afirma, num artigo de opinião publicado neste jornal, que a obra da variante à Estrada Nacional 14 não será contemplada com fundos comunitários. CCDR-N não se pronuncia e presidente da Câmara diz desconhecer essa informação.

“Na verdade, a variante à EN14 não foi contemplada com verbas do QREN, nem está considerada para receber verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio (2014/2020)”. Esta é a garantia dada por Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, que afirma que esta informação “foi confirmada pelo presidente da CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), Emídio Gomes, em reunião recente”. A confirmar-se, pode estar em causa o conteúdo do estudo do Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado (GTIEVA). Nesse documento, é defendida uma “intervenção localizada”, com “impacto específico essencialmente nas necessidades evidenciadas pelo tecido empresarial da região”, com um orçamento estimado de “20 milhões de euros” e com potencial de cofinanciamento comunitário de “40 por cento”. Recorde-se que esse estudo foi encomendado pelo Governo e serve de base à elaboração do Acordo de Parceria para a Programação de Fundos Comunitários (Portugal 2020).

O comunista trofense afirma num artigo de opinião publicado neste jornal (ver página 19) que o anúncio do compromisso do Governo é uma “falsidade” e que se trata de “uma promessa que os trofenses estão fartos de ouvir”.

O NT tentou contactar o presidente da CCDR-N para solicitar esclarecimentos sobre este tema, mas a secretária informou que Emídio Gomes não prestaria declarações porque “ainda nada está definido” sobre este processo.

Já Sérgio Humberto, presidente da Câmara Municipal da Trofa, afirmou ao NT que não sabe “absolutamente nada de oficial”, mantendo a confiança que a variante é “a primeira obra do Norte” na lista de prioridades nacionais da rede viária, uma vez que “o Túnel do Marão” vai ser contemplado com “fundos do quadro comunitário de apoio que está a terminar”.

O autarca afirmou que iria reunir-se com o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações para “o alertar” sobre a obra e, mais uma vez, sensibilizar o Governo de que, no que à variante diz respeito, “não se trata de gastar 190 milhões, mas sim investir, com retorno para a economia”. “Os concelhos de Famalicão, da Trofa e da Maia, que são essencialmente exportadores e com grande dinâmica, precisam de escoar os produtos e ter uma rede viária digna desse nome, porque estamos numa localização geográfica privilegiada perto do porto de mar, do aeroporto e até uma porta para a Galiza”, sustentou.