Eram oito horas quando as portas da Junta de Freguesia do Muro se abriram para receber os eleitores da freguesia. A abertura das mesas de voto na freguesia decorreu com normalidade, mas cerca de hora e meia depois ainda não tinha surgido ninguém para exercer o direito de voto.

 

 

Carlos Martins, presidente da Junta, explicou que a não comparência do eleitorado é também uma forma de protesto depois do boicote de domingo.

Recorde-se no dia das eleições, os elementos convocados para ingressar as mesas de voto não compareceram, mostrando-se solidários com a restante população na reivindicação da conclusão da linha verde do Metro até à Trofa.

Para dar oportunidade de voto aos eventuais eleitores, foram constituídas novas mesas de votos, compostas quase totalmente por jovens que também protestaram no domingo. O acto eleitoral deveria acontecer 48 horas após o dia das eleições, pelo que os murenses que o pretenderem podem votar até às 19 horas.

Apesar de as eleições estarem a decorrer de forma pacífica, Carlos Martins anunciou que poderia decorrer uma vigília silenciosa depois do encerramento das mesas de voto.

Em actualização