Rotary Club da Trofa assinou protocolo com Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para a criação da Universidade Sénior da Trofa.

“Temos universidade!” Foi com entusiasmo que António Charro, presidente do Rotary Club da Trofa começou o discurso na cerimónia de assinatura de um protocolo que vai dar corpo à Universidade Sénior. A Trofa é um dos muitos concelhos que já aderiu ao projeto iniciado em Chaves, em 1999, que vai nascer de uma parceria entre a instituição e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT).

O desenvolvimento da academia é da responsabilidade do Rotary, que terá ao dispor parte das instalações da AHBVT. A instituição terá ainda que dinamizar o espaço museu e biblioteca que é pertença da associação humanitária.

António Charro enalteceu “a forma simples, célere e eficaz como o processo foi desenvolvido”, sublinhando que “para além da componente da solidariedade e ação social que este projeto desenvolve”, a Universidade Sénior será “um espaço de sapiência, partilha de saberes, de afetos e experiências”.

Tato Diogo apresentou a proposta em Fevereiro deste ano e será o diretor da Universidade Sénior, uma valência na qual “os sonhos não adoecem nem ganham rugas”. Este é, segundo o presidente do Rotary, “um novo projeto ao serviço da comunidade”.

A instituição vai preparar os procedimentos no início de julho para que o ano letivo arranque em outubro. “Este projeto tem uma ação contínua, o que naturalmente se refletirá num serviço mais eficaz e transversal a toda a sociedade”, frisou.

Apesar da festa, António Charro não esquece a “responsabilidade” que o clube tem ao desenvolver um projeto que vai “exigir um grande empenho e um maior envolvimento nas tarefas a desenvolver”.

O presidente do Rotary frisou a “necessidade da ajuda de todos”, agradecendo à autarquia “o acolhimento deste projeto” e a “disponibilidade demonstrada para ajudar em tudo o que estiver ao alcance da Câmara Municipal”.

Para Pedro Ortiga, presidente da AHBVT, este projeto é a oportunidade de a associação dos Bombeiros se focar “noutra franja da sociedade”, já que “deve ser a única que tem uma creche e jardim de infância, dando apoio à formação desde os primeiros meses”.

“Há décadas que a associação tem uma preocupação social muito forte e com os espaços de museu e biblioteca, esperamos partilhar este espólio único”, acrescentou.

Pedro Ortiga espera ainda que, para além dos “150 voluntários ativos que tem na formação”, a associação possa contribuir com mais alguns de entre os nove mil sócios para “enriquecer a lista de alunos e professores da Universidade Sénior”.

Magalhães Moreira, vice-presidente da autarquia, sublinhou que o projeto constitui a “valorização pessoal, a dimensão da auto-estima e do sentido de valor, princípios estes que são capazes de fazer maravilhas”.

“É fundamental que arranjemos forma de apoiar este trabalho, tão importante do ponto de vista social e cultural de dignificação da pessoa idosa”, frisou.

Apesar de a Câmara “ter criado alguns projetos com o objetivo de contrariar o envelhecimento”, Magalhães Moreira defende que “não compete só às autarquias a criação deste tipo de respostas, mas sim, e sobretudo, à sociedade civil”.

A AEBA, Associação Empresarial do Baixo Ave, é uma das parceiras do projeto, já que contém um “papel enorme na formação”. O presidente, Manuel Pontes, considerou que o projeto “é de todo o realce” e um “ato de progresso para a Trofa”.

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