Aproxima-se, a passos largos, o próximo período de programação comunitária onde serão disponibilizados aos diferentes países que constituem a União Europeia, 862,4 mil milhões de euros para investimento nos respectivos Estados entre 2007 e 2013.

Pela primeira vez, o próximo Quadro Comunitário de Apoio, incluirá os países que recentemente aderiram à União Europeia, isto é, o bolo será distribuído por 25 Estados- -Membros. Este é um grande desafio para Portugal!

 

foto_dr1._joao_s__01022006.jpgO nosso país cresceu e desenvolveu-se nos últimos 20 anos, muito à custa dos sucessivos Quadros Comunitários. Nem sempre correctamente utilizados é, no entanto, indiscutível que os fundos europeus induziram crescimento e desenvolvimento a Portugal. Construímos estradas, hospitais, escolas, inúmeros equipamentos desportivos e culturais, melhoramos claramente os índices de abastecimento de água e saneamento, apoiámos as nossas empresas em projectos de modernização e internacionalização, aumentamos a qualificação dos nossos recursos humanos, em suma, o Portugal de 2006 é muito melhor que o de 1985, e para isso, em muito contribuiu a nossa entrada na CEE.

Hoje, no entanto, os desafios são ainda mais exigentes para o nosso país. Com as questões infraestruturais razoavelmente resolvidas, Portugal necessita de estabelecer outras prioridades para os próximos anos.

A promoção do crescimento sustentado com uma forte aposta no aumento da competitividade da economia, melhorando a produtividade e qualificando o emprego, a garantia da coesão social reforçando a empregabilidade e melhorando a qualificação escolar e profissional, a qualificação das cidades e do território e o assegurar de uma governança mais eficiente modernizando a Administração Pública e reforçando os mecanismos de regulação são, indiscutivelmente, algumas das nossas maiores prioridades.

Temos pois que nos prepararmos, aos mais diversos níveis, para alcançarmos as metas desejadas. As autarquias têm, aqui, especiais responsabilidades. Essa é a razão pela qual, um pouco por todo o país, diferentes autarquias preparam estudos e projectos para serem candidatáveis ao próximo Quadro Comunitário.

Infelizmente, não tenho conhecimento que tal esteja a ser desenvolvido no nosso concelho. A Trofa é um município jovem, extremamente carenciado de inúmeros equipamentos. Não temos um pavilhão municipal, uma piscina, um auditório municipal, um parque urbano, um centro cívico, etc,etc.

Mas tal não pode ser impeditivo de que pensemos e desenvolvamos projectos do que queremos para o nosso concelho, ideias inovadoras ao nível económico, cultural, ambiental ou social.

A gestão de um município não é apenas gerir o dia a dia, distribuindo benesses porque se tem, transitoriamente, o poder. É muito mais que isso!!!

Pensar em projectos estruturantes que desenvolvam a Trofa recuperando décadas de atraso no nosso desenvolvimento, apostar em áreas onde possámos ter vantagens competitivas em relação aos municípios vizinhos, assumir que município queremos daqui a 20 anos é a tarefa principal dos nossos autarcas.

Para cumprir este desiderato, é evidente que o próximo Quadro Comunitário pode dar uma grande ajuda… Mas, é óbvio, que não é a panaceia que resolve todos os problemas!!

 

João Sá