Ministério quer acabar com listas de espera

 

 

Certificado desde Novembro de 2005, o Hospital da Trofa é uma das unidades de saúde privadas que celebraram convenções com o Estado para o programa de Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), para onde são referenciados os doentes que ultrapassam o limite máximo de tempo de espera, que é de seis meses.

logo.jpgJosé Vila Nova, em declarações ao JN, referiu que este sistema é benéfico para todos, porque o objectivo principal é facilitar a vida dos doentes.

“Apenas quatro por cento da nossa facturação anual, que é de quinze milhões, estão directamente ligados ao estado”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do Hospital e garantiu que não se trata de uma questão de sobrevivência, mas uma alternativa ao sistema público.

José Vila Nova afirmou ainda que “o preço que nos estão a pagar é inferior à tabela destinada ao Serviço Nacional de Saúde, e mesmo assim não estamos a ter prejuízo”. Para exemplificar, o administrador referiu que “uma operação que com vale-cirurgia é paga pelo valor de 1018 euros, enquanto que se for praticada no SNS o valor atribuído é de 1798 euros. Ou seja, fica mais barato ao Estado a transferência de alguns casos para o privado do que tratá-los no SNS”.

Na opinião de José Vila Nova o SNS é fundamental e representou um salto qualitativo no que diz respeito à oferta de serviços para toda a população, mas “o que se trata agora é de permitir que os privados colaborem nesse processo, quer em parcerias, quer em convenções, até porque fica mais barato aos contribuintes”.

Em jeito de conclusão afirmou que “os cidadãos devem estar informados dos seus direitos, para que possam obter respostas atempadas”.