Um dos elementos da nossa história, um marco da nossa identidade e que nos envaidece a capela de Nossa Senhora das Dores e as suas majestosas festas.
No decorrer do ano de 1766 os moradores de S. Martinho de Bougado, que eram paroquiados por Hilário António de Faria pediam autorização ao Bispo do Porto, que seria possivelmente António Luís de Távora que tinha nascido anos antes em Cacilhas e iria morrer no Porto em 4 de junho de 1766 para a construção de uma capela no cimo do Monte da Carriça para prestar devoção a Nossa Senhora das Dores.

Aquele espaço era deserto, não havia grandes construções nos seus arredores e nos terrenos próximos e tornava-se apetecível para a construção de um templo religioso.

Atendendo a S. Martinho de Bougado não ser propriamente uma freguesia em que os seus habitantes não eram em grande número e por consequente os recursos financeiros também seriam diminutos, fez com que o primeiro templo fosse de reduzidas dimensões, também não devermos excluir desta argumentação que era um culto novo que não estava enraizado e como tal não deveria ter o mesmo impacto na vida da sociedade.

A primitiva capela não iria durar muito mais que um século, o culto a Nossa Senhora das Dores, não parava de aumentar, vários eram os romeiros de localidades mais afastadas desta freguesia, ia ocorrendo o desenvolvimento progressivo da freguesia em termos demográficos e era necessário substituir aquele templo que estava a condicionar aquele desenvolvimento.

As suas condições eram bastante débeis e a solução mais prática foi demolir e construir um templo novo, no local do antigo, não sobrevivendo até ao presente gravuras, pinturas ou outro tipo de suporte de imagem relativamente àquele templo, ficando o mesmo perdido no mistério dos tempo.

As outras tinham um custo avultado de 4 mil reis, apenas eram possíveis com o apoio do Conde de S. Bento que foi um importante benemérito da região apoiando a construção de várias outras obras e melhoramentos locais.
O elevado investimento também sustenta o crescimento contínuo referido anteriormente o que não podia ser desprezado com a concretização de um investimento reduzido.

Os anos foram passando e a Nossa Senhora das Dores tornou-se um dos marcos da nossa cultura que nos envaidece e pertence ao nosso ADN.