O Partido Socialista está a completar um ano desde que venceu, com a maior maioria absoluta de sempre, as eleições legislativas. Muitas más notícias nos deram os governantes, nestes 12 meses, que foram marcados por vários aspectos que tiveram reflexos negativos na vida dos portugueses.

O balanço deste ano de governação socialista tem de ser forçosamente bastante crítico. A encenação grosseira construída à volta do défice, o incumprimento de várias promessas eleitorais, a febre do Estado PS com nomeações exageradas, as trapalhadas e a instabilidade marcaram este ano que ajudaram o Partido Socialista a ter derrotas significativas nas eleições autárquicas e nas presidenciais.

josmaria_1.jpgA grande encenação do défice, foi o início de uma negação das promessas eleitorais. O PS venceu as eleições legislativas sob o signo do crescimento da economia e da negação obsessiva do défice orçamental, mas cedo se resignou às regras impostas pela União Europeia e negou uma série de promessas feitas durante a campanha eleitoral. Afinal, o Governo está a dar continuidade à opção pela correcção dos desequilíbrios das contas públicas, que vinha do tempo de Durão Barrosos e de Manuela Ferreira Leite e que os Socialistas tanto criticaram e com isso ganharam as eleições!!!

Contrariando as promessas feitas durante a campanha eleitoral, para as legislativas, o Partido Socialista com a ajuda do relatório Constâncio, que “falhou redondamente” como se de um frete ao Governo se tratasse, nas previsões que fez sobre o estado da economia, num ano de governação aumentou quase todos os impostos, agravando substancialmente a crise em que vive a maioria dos Portugueses.

Quem não se lembra dos 150.000 empregos que o Partido Socialista prometeu? Sem qualquer despudor, mas com toda a habilidade de tentar esconder este facto, tem vindo a agravar o desemprego em Portugal com números a rondar o meio milhão de pessoas. Mas os “boys” de José Sócrates na máquina do Estado, só num ano, foram 15 Secretárias, 18 Assessores e mais 13 Adjuntos, todos a secretariar e assessorar só o Primeiro-Ministro; para não falar dos mais de 2.100 “boys” para os ministérios. Só num ano! Talvez assim, no final da legislatura tenha nomeado os tais 150.000 e assim cumprido a promessa eleitoral de combate ao desemprego.

As grandes linhas que marcaram a governação socialista, nestes 12 meses, foram a hábil propaganda, a instabilidade em diversos sectores (Forças Armadas; Segurança Interna; Bombeiros e Protecção Civil; Saúde; Ensino e Justiça), a megalomania dos anúncios, a voracidade fiscal, a retracção económica, o aeroporto na Ota, o agravamento do desemprego, a insensibilidade face ao mundo rural, o abandono das políticas de família, a estranha tentação espanhola na economia e a febre do Estado (boys) PS.

A habilidade do Eng.º. José Sócrates, na arte de gerir a sua imagem, tem sido um dos aspectos mais salientes da governação socialista, pois o Primeiro-Ministro só aparece para dar as poucas boas notícias, em “show-off”, megalomania, propaganda e espectáculo, mas torna-se ausente ou invisível nos momentos mais difíceis e sem qualquer preocupação real e visível em relação aos verdadeiros problemas do País.

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt