“Três metáforas de árvore para uma árvore verdadeira” foi a última obra do escultor Alberto Carneiro, falecido a 15 de abril de 2017, “concebida especificamente” para o Largo de S. Domingos, na cidade do Porto.

O conjunto escultórico é constituído por “uma oliveira natural” e “três árvores em granito”, com “alturas de seis, sete e oito metros”, que se apresentam “com troncos esguios, nos quais se inscrevem as palavras ‘Vida’ e ‘Arte’, temas recorrentes em toda a obra de Alberto Carneiro”. “Sobrepõem-se as copas, alongadas e estilizadas, marcando a verticalidade do local”, adiantou em nota de imprensa, a Câmara Municipal do Porto.
“Três metáforas de árvore para uma árvore verdadeira” foi executada pela Cooperativa dos Pedreiros e concluída já depois da morte do escultor de S. Mamede do Coronado, que foi também docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e autor de uma vasta e aclamada obra que revisita formas e materiais da natureza.
A empresa municipal de Gestão e Obras do Porto (GO Porto) começou as obras no dia 19 de fevereiro e espera que as mesmas estejam concluídas “dentro de um mês”.
Segundo fonte da autarquia portuense, a instalação desta obra é encarada como “um fator de valorização do Largo de S. Domingos e envolvente, sendo mesmo vista como potenciadora de atração de mais públicos à zona”.
A obra do mestre Alberto Carneiro insere-se no Programa de Arte Pública, lançado pelo Município do Porto em fevereiro de 2015, e já consta da Rota Contemporânea do Mapa de Arte Pública do Porto.
A obra pode ser ainda melhor compreendida numa sessão do ciclo municipal “Um Objeto e Seus Discursos por Semana”, a apresentar brevemente. Nesta sessão, a autarquia do Porto espera contar com a participação da historiadora Catarina Rosendo, viúva de Alberto Carneiro e coautora, com Olga Ramos, do filme-documentário sobre o escultor “Dificilmente o que habita perto da origem abandona o lugar”.

 

Fotografia: Daniel Rocha