Trofense foi distinguido pela Sociedade Portuguesa de Eletroquímica. Luís Gonçalves é doutorado pela Faculdade

de Ciências da Universidade do Porto e já arrebatou vários prémios. Luís Gonçalves nunca imaginou que o primeiro trabalho de investigação como bolseiro, no 2º ano de licenciatura em Química, teria como matéria de análise a cerveja. No entanto, foi com esta bebida – ou melhor, através do trabalho em torno dela – que começou por se destacar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).
Este foi o ponto de partida para uma carreira de investigação que, apesar de curta, já é reconhecida.

Luís Gonçalves é de S.Martinho de Bougado e foi, recentemente, distinguido com o Prémio Investigador em Eletroquímica de SPE 2011, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Eletroquímica (SPE). Com 27 anos, este trofense não escondeu a felicidade pela distinção nem o receio de “preparar uma apresentação pública de uma hora na altura de receber o prémio”, recordou em entrevista ao NT. “Este prémio não foi apenas para premiar um projeto específico, mas sim para todo o trabalho que desenvolvi nos últimos três anos em eletroquímica. Incluiu principalmente o desenvolvimento de sensores para análise de ADN e técnicas eletroquímicas para a análise de alimentos.

Basicamente tento criar sensores simples e que possam detetar concentrações baixas de uma determinada molécula. O objetivo é criar aparelhos semelhantes aos que as pessoas
usam em casa para medir o açúcar no sangue quando têm diabetes, mas para outras coisas, como cetonas em cerveja, ou sulfitos em vinho ou mesmo o rácio adenina/guanina numa cadeia de ADN”, explicou.
Luís Gonçalves “sempre” gostou de química. A área atraía-o, explicou, porque “é interessante perceber como a maior parte dos fenómenos que nos fazem existir
são reações à escala atómica, desde a respiração ou o metabolismo até mesmo as nossas mudanças de humor”, o jovem trofense concluiu o curso em 2007 e prosseguiu para o doutoramento na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, onde esteve durante um ano.

Voltou à FCUP, onde terminou, o ano passado, o doutoramento. Ao longo desses quatro anos, teve “o prazer” de viver em várias cidades como Tarragona (Espanha), Praga (República Checa), Oxford (Reino Unido) e Araraquara (Brasil).

Atualmente, é bolseiro de pós-doutoramento na FCUP e já conta com vários prémios conquistados, entre os quais o “ prémio Engº António de Almeida”, em 2007.

Luís Gonçalves tem “vários projetos em mente” e, se por um lado continua “algum do trabalho anterior”, por outro, está a aventurar-se por novos estudos, tentando aplicar o que aprendeu noutras áreas em que acredita que “possa ser útil”, como “determinação de hormonas e análise de plantas”.