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Ano 2008

Trofense perdeu com o Freamunde

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O líder Trofense teve este domingo o  quarto jogo consecutivo sem vencer e a primeira derrota caseira, ao perder por 2-1 com o Freamunde, em encontro da 20ª jornada da Liga de Honra em futebol.

     Depois dos empates em Barcelos (1-1), na recepção ao Vizela (0-0) e na Vila das Aves (1-1), o "onze" da Trofa voltou a comprometer, estando agora com apenas mais um ponto do que o segundo colocado (Rio Ave) e dois em relação ao terceiro (Vizela).

    Bruno Ferraz, aos 20 minutos, e Diogo, aos 79, apontaram os tentos dos forasteiros, que seguem agora a apenas cinco pontos do segundo colocado, enquanto Nuno Pinto, aos 32, marcou o único golos dos locais, que desperdiçaram nove pontos nas últimas quatro rondas.

    Os visitantes abriram o marcador, aos 20 minutos, com Bruno Ferraz a marcar de cabeça, após um canto, num golo justo e merecido, já que a equipa da casa surgiu aparentemente nervosa e mal organizada.

    Mais prático, o Freamunde já tinha ameaçado as redes adversárias aos 10 minutos, com Bertinho a rematar à figura de Paulo Lopes, que se desconcentrou perante Bock, aos 17, e quase permitiu o golo, valendo-lhe o alívio de Edú.

    Aos 30 minutos, Bruno Ferraz cabeceou para as mãos do guarda-redes do Trofense, que, contra a corrente do jogo, chegou ao golo da igualdade aos 32: Nuno Pinto, de livre directo, rematou rasteiro, mas de forma eficaz, sem hipóteses para Tó Figueira.

    Só depois do 1-1 e perto do intervalo, é que os locais pareceram recuperar de uma certa ansiedade inicial. Acordaram e começaram a dominar a partida, criando, pela primeira vez, perigo junto à área dos homens de Jorge Regadas.

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    António Conceição fez entrar o reforço de Inverno Theo, que imprimiu uma dinâmica maior ao encontro, mas foi Pinheiro, o melhor marcador da equipa, com cinco golos, que quase marcou aos 44 minutos, após passe de Ricardo Nascimento.

    Nos descontos do primeiro tempo, os anfitriões ainda gritaram golo, mas o brasileiro Theo mandou a bola à trave.

    O início da segunda parte foi equilibrado, com lances de perigo repartidos. O Trofense procurava chegar à vantagem, mas o Freamunde aproveitava bem os espaços criados e avançava no terreno em contra-ataque.

    O primeiro lance de maior perigo foi protagonizado pelo avançado Reguila (75 minutos), que no frente-a-frente com o guarda-redes Tó Figueira deixou a bola escapar pela linha de fundo.

    Qualquer uma das equipas justificaria um segundo golo, mas o Freamunde foi mais feliz, quando, aos 79 minutos, Paulo Sérgio ofereceu a bola de bandeja ao recém-entrado Diogo: o defesa do Trofense atrasou para Paulo Lopes, mas o jogador visitante agarrou e rematou sem hipóteses.

    Em desespero, Theo aproveitou uma confusão na pequena área e empurrou a bola contra o corpo de Tó Figueira, que estava deitado no relvado, à entrada da baliza. Os da casa gritaram golo, mas o árbitro lisboeta Duarte Gomes entendeu que a bola não chegou a passar a linha.

    O último lance do desafio (92 minutos) mostrou que o Trofense queria, empatar a partida – Nuno Pinto rematou forte, mas quase toda a equipa do Freamunde estava na pequena área disposta a fazer barreira às intenções desesperadas dos locais.

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O treinador do Trofense, António Conceição, lamentou  a primeira derrota caseira (1-2 com o Freamunde, em encontro da 20ª jornada da Liga de Honra em futebol), voltando a rejeitar o "rótulo" de candidato à subida.

    O Trofense perdeu nove pontos nos últimos quatro jogos, ao empatar com Gil Vicente (1-1 em Barcelos), Vizela (em casa, 0-0) e com Desportivo das Aves (fora, 1-1) e perder, em casa pela primeira vez nesta época, com o Freamunde.

    "Estão a ver agora porque é que nós nunca aceitámos que nos chamassem candidatos?", questionou António Conceição, no final do encontro com o Freamunde, como se trocasse de posição com os jornalistas presentes na sala de imprensa do Trofense.

    O técnico dos anfitriões considerou que a sua equipa não mereceu perder e lamentou que esta primeira derrota caseira tenha resultado de um lance "infeliz" – Paulo Sérgio atrasou a bola para o guarda-redes Paulo Lopes e não viu Diogo no enfiamento da jogada.

    "Fomos demasiado precipitados, mas merecíamos, pelo menos, um empate. Hoje ficou provado porque nunca assumimos se queremos subir. Quando a pressão sobe, os jogadores ficam mais inibidos", disse o técnico da formação da Trofa.

    O adjunto do Freamunde, Pedro Monteiro, foi à sala de imprensa fazer as vezes do treinador Jorge Regadas, que está castigado, e apelidou o Trofense de "melhor equipa da Liga de Honra".

    Apesar dos elogios para a equipa anfitriã, foram os jogadores do Freamunde que mereceram o elogio maior: "este grupo foi e é fantástico, mereceu ganhar e deu o seu melhor", disse, acrescentando que a sua equipa conseguiu "anular as peças fundamentais do líder".

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    Jogo no Estádio do Clube Desportivo Trofense, na Trofa.

    Trofense – Freamunde, 1-2.

    Ao intervalo: 1-1.

    Marcadores:

    0-1, Bruno Ferraz, 20 minutos.

    1-1, Nuno Pinto, 32.

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    1-2, Diogo, 79.

   

    Equipas:

    – Trofense: Paulo Pontes, Maia (Theo, 36), Valdomiro, Milton do Ó, Nuno Pinto, Edú, Ricardo Nascimento (Moukouri, 76), Rui Borges, Pinheiro, Reguila e Edu Souza (Paulo Sérgio, 60).

    (Suplentes: Vítor, Theo, Moukouri, Kazeem, Pesca, Paulo Sérgio e Gora Tall).

    – Freamunde: Tó Figueira, Coelho, Heslley, Bruno Ferraz, André Marques, Nelson (Diogo, 63), Cuco, Milton (Filipe, 63), Raviola, Bock (Brandão, 88) e Bertinho.

    (Suplentes: Rui Ribeiro, Vítor, Filipe, Dany, Diogo, Artur e Brandão).

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    Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa).

    Acção disciplinar: Cartão amarelo para Maia (27), Raviola (40), André Marques (44), Theo (53) e Filipe (72).

    Assistência: cerca de 2.000 espectadores.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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