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Ano 2008

Trofense ficou pelo caminho na taça

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O Nacional da Madeira venceu hoje o Trofense (4-2) em encontro dos oitavos de final da Taça de Portugal, disputado na Trofa.

    Na primeira parte, Trofense começou melhor, originando mais lances de perigo: Hélder Barbosa atirou ao lado (cinco minutos) e Valdomiro (aos oito) de livre, raspou o poste de Bracali.

    Mas foi o Nacional da Madeira, em contra-ataque, quem conseguiu concretizar melhor. Aos dez minutos, os madeirenses já venciam por uma bola a zero: golo de Nenê apôs passe de Juninho.

    Edú, aos 20 minutos, teve tudo para igualar a partida, mas o cabeceamento encontrou pela frente Bracali. Aos 29, Mércio rematou, mas a defesa insular aliviou.

    O Nacional reapareceu na partida por intermédio de Nenê e Alonso que tentaram dilatar a vantagem aos 34 e 38 minutos, respectivamente. E da ameaça à concretização, só foi preciso uma ajuda da defesa trofense muito desatenta e o segundo golo apareceu aos 42 minutos: Miguel Fidalgo, na recarga a um remate de Nenê, atirou para o fundo das redes.

    Adivinhava-se, e bem, que esta seria a terceira derrota do Trofense com o Nacional nesta temporada (encontros anteriores: 2-0 para a Taça da Liga e 1-0 à nona jornada do campeonato, ambos na Choupana), mas dois golos caseiros de uma assentada, um mesmo antes do intervalo e outro no início do segundo tempo, relançaram a partida.

    Primeiro foi o defesa Valdomiro quem fez vibrar os adeptos da casa, aos 45, depois de um cruzamento de Hugo Leal. Aos 46, o avançado Reguila – arredado da competição há algum tempo; entrou para substituir o lesionado Lipatin – atirou de fora da área com muita força, sem dar hiposes ao guarda-redes madeirense.

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    O Trofense voltou a sonhar e o Nacional começou a reflectir, consentindo, ainda dois lances de muito perigo para a equipa da casa: Mércio obriga Bracali a esticar-se (55) e Valdomiro, de cabeça, manda à trave (58).

    Aos 63 minutos, o Nacional da Madeira começou a reagir com Juninho a dar o primeiro aviso e Paulo Lopes a redimir-se, como uma grande defesa, dos golos sofridos no primeiro tempo.

    Edson acabou por conseguir o terceiro golo de forma, novamente, fácil, aos 72 minutos. Mateus estabeleceu o resultado final, aos 87, isolando-se frente a Paulo Lopes que nada pode fazer para evitar o quarto golo dos visitantes.

   
Os Treinadores:

Manuel Tulipa, treinador do Trofense, em declarações após a derrota por 2-4 frente ao Nacional para a Taça de Portugal.

«Ficámos em desvantagem por demérito nosso e conseguimos depois reagir muito bem. Poderíamos mesmo ter passado para a frente no marcador, mas depois na cobertura fomos muito frágeis. O futebol inicia-se após a perda de bola e hoje não estivemos concentrados nesses lances. Fomos apanhados muitas vezes em contra-pé e demos muitas facilidades ao portador de bola adversário. Temos de ser mais agressivos, com e sem bola. Não precisamos de fazer tantos passes para chegar à baliza adversária. O Nacional tem bons jogadores e aproveitou muito bem os nossos erros. Hoje a nossa primeira linha de defesa facilitou muito.»

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Manuel Machado:

Manuel Machado, treinador do Nacional, em declarações após o triunfo por 2-4 frente ao Trofense para a Taça de Portugal.

«Entrámos bem no jogo e controlamo-lo no plano defensivo desde o início. Marcámos dois golos que nos deram uma boa vantagem e se fossemos uma equipa mais experiente nunca permitiríamos a recuperação do Trofense. As alterações que fizemos resultaram e reequilibraram a minha equipa. Com alguma naturalidade fizemos mais dois golos. Parece-me que a vitória nos assenta bem.»

Sobre a Taça da Liga:
«É um desenho que permite que os grandes cheguem mais longe. É imoral e desportivamente incorrecto. Se quiserem colocar as equipas grandes em fases mais avançadas, que as metam a partir das meias-finais»

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Ficha do Jogo:
    Jogo no estádio do CD Trofense, na Trofa.

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    Trofense – Nacional da Madeira, 2-4

   

    Ao intervalo: 1-2

   

    Marcadores:

    0-1, Nenê, 10 minutos.

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    0-2, Miguel Fidalgo, 42.

    1-2, Valdomiro, 45.

    2-2, Reguila, 46.

    2-3, Edson, 72.

    2-4, Mateus, 87.

    Equipas:

    – Trofense: Paulo Lopes, Paulinho, Valdomiro, Miguel Ângelo, Tiago Pinto, Edú (Pinheiro, 51), Hugo Leal, Mércio, Edu Souza, Lipatin (Reguila, 27) e Hélder Barbosa (David Caiado, 74).
    
    (Suplentes: Vítor, Areias, Delfim, Reguila, Pinheiro, Zamorano e David Caiado).

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    – Nacional da Madeira: Rafael Bracali, Patacas, Halliche, Maicon, Alonso, Edson, Cléber, Luís Alberto (Ruben, 57), Miguel Fidalgo (Mateus, 57), Juninho (Filipe Lopes, 67) e Nenê.

    (Suplentes: Douglas, Filipe Lopes, Bruno Amaro, Ruben, João Aurélio, Mateus e Nuno Pinto).

    Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa). 
 
    Acção disciplinar: cartão amarelo a Maicon (68 e 91). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Maicon (91)

  Assistência: cerca de 2.000 espectadores.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

  (mais…)

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