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Ano 2011

Trofense e Oliveirense empatam a zero

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Trofense e Oliveirense empataram hoje 0-0, na Trofa em encontro da terceira jornada da Liga de Honra em futebol em que reinou o equilíbrio e a falta de assertividade na hora de atacar.

Jogo muito morno e sem brilho entre duas equipas que ainda procuram a forma e o entrosamento ideal. O Trofense procurava a primeira vitória, trazia na bagagem apenas um ponto, fruto de um empate em casa, enquanto a Oliveirense procurava fazer os primeiros pontos fora de portas.

Sem que os ataques se conseguissem impor, tirando um pequeno rasgo de criatividade de Zé Manel (aos 25 minutos) que resultou num voo acrobático do guardião Bruno Vale, os lances de perigo na primeira parte resumiram-se a uma tentativa de Ivan Santos que acabou caído na área a pedir grande penalidade que o árbitro bracarense não considerou.

Na segunda parte, assistiu-se ao ascendente da equipa orientada por António Sousa. Os trofense procuravam o golo a todo o custo, mas sem concluir da melhor forma, nem mostrando um eficaz esquema de jogo. Zé Manel e Fábio Fortes preferiam os remates por instinto, rejeitando as jogadas estudadas.

Já a Oliveirense de Pedro Miguel apostava no contra-ataque, mas pela frente encontrou uma atenta dupla de centrais, Santos e Pedro Santos, que quase não deu trabalho ao guardião da casa, Marco.

Aos 62 minutos, Zé Manel quase inaugurou o marcador. Bruno Vale só agarrou a bola à segunda tentativa e teve na distração de Fábio Fortes um aliado, já que o avançado emprestado pelo Vitória de Guimarães podia ter encostado para golo.

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A elevada apatia do encontro levou ambos os técnicos a mexer na equipa. O treinador oliveirense apostou na estreia de Sassa, emprestado pelo Vitória de Setúbal, enquanto o técnico local preferiu dar frescura à frente mais ofensiva da equipa trocando de ponta de lança: Reguila entrou para o lugar de Fortes.

Até ao fim da partida, destaque para as tentativas de Reguila (77) e Zé Manel (90), para o Trofense, e de Adriano (85), e Oliveira (89), para a Oliveirense. Mas a bola teimou em não entrar e o nulo manteve-se no marcador.

Jogo no Estádio do CD Trofense, na Trofa.

Trofense – Oliveirense, 0-0.

Equipas:

– Trofense: Marco, David, Pedro Araújo, Santos, Pedro Santos, Tiago, Edú, Janderson (Moreilândia, 55), Feliz (André Carvalhas, 79), Zé Manel e Fábio Fortes (Reguila, 66).

(Suplentes: Trigueira, Dinis, Reguila, Moreilândia, André Carvalhas, João Viana e Gilmar).

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– Oliveirense: Bruno Vale, Nuno Lopes, Laranjeira, Diego, Vítor, Zé Pedro (Adriano, 66), Oliveira, Ivan Santos (Barge, 62), Rui Lima, Pedrinho (Sassa, 61) e Clemente.

(Suplentes: Bruno, Luís, Zé Sousa, Adriano, Sassa e Barge).

Árbitro: Cosme Machado (Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Oliveira (20), Zé Manel (21), Zé Pedro (52), Pedro Santos (57), Rui Lima (70) e Pedro Araújo (87).

Assistência: 714 espectadores.

Lusa

foto: arquivo

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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