Temos visto, quase diariamente,a solidariedade de muitas empresas que, face à pandemia, readaptaram os seus negócios para ajudar quem, por esta altura, tem de continuar a sua missão de cuidar de outros. Na Trofa, além de empresas, temos pessoas que, a título individual e sem qualquer experiência na “área”, arregaçaram as mangas para ajudar os outros.

É o caso do trofense André Maia que, estando em casa, não quis ficar quieto nem “sentado no sofá a fazer vídeos no tik tok”. Antes, pensou em “ser útil”, começando por “assimilar” a nova realidade durante os primeiros dias de pandemia no país.

Com sangue de empreendedor a correr-lhe nas veias – este é um exemplo – André pensou em “produzir algum equipamento de proteção individual que pudesse ser usado pelos profissionais”, contou o próprio em declarações ao NT.

“Daí a ter uma viseira e a possibilidade de as produzir com poucos recursos foi um passo. Fiz o que sempre faço. ‘Estudei’, olhei à minha volta e vi os recursos que tenho e pus mãos à obra. Simples assim. Não são as melhores viseiras, não têm acabamentos perfeitos, mas são eficazes e, acima de tudo, são feitas com o coração. Como tudo o que faço”.

Sozinho, já fez quase 350 viseiras. Ontem entregou 307 a diversas entidades e instituições do concelho, assim como nos hospitais de referência e no Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, pelo qual tem apreço particular.

Ontem à noite fez mais 40 e assegura “continuar a fazer mais ou menos 50 a 60 por dia enquanto puder e sentir que são necessárias nesta primeira fase”.

“Estou rodeado de uma família e amigos que também me apoiam. E tenho um pai, filho de um pai meu avô, que são a minha inspiração. Não quero louros nem faço nada para os receber, mas se assim é, é justo partilhá los. E as publicações do Facebook foram para inspirar outras pessoas”, concluiu.

Louros merece-os todos e se precisa de inspiração este é um excelente impulsionador.