Há 12 anos a dirigir a AE BA, Manuel Pontes assegura que a associação empresarial “é respeitada e tem conseguido impor-se em vários campos”.

Manuel Pontes lembra-se como se tivesse sido há poucos dias, o nascimento da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA). Mesmo passados 12 anos, o presidente da AEBA contou ao NT todos os pormenores que levaram à formação desta associação empresarial, que conta, atualmente, com 500 associados.

No dia 12 de abril, numa entrevista dada uma hora antes da cerimónia de celebração do 12º ano desta estrutura, Manuel Pontes assegura que a AEBA “tem pernas para andar”. Com “a emancipação administrativa”, deixava de fazer sentido os empresários da Trofa estarem ligados à ACIST (Associação Comercial e Industrial de Santo Tirso), pelo que a independência motivou a criação da associação empresarial, através de 17 fundadores que, “na altura, entraram com 100 contos (cerca de 500 euros)” para conseguirem criar esta estrutura. 

Contando com a experiência de empresários de renome como José Manuel Fernandes (administrador da Frezite) e Luís Portela (chairman da Bial) – que ainda fazem parte dos órgãos sociais – a AEBA tinha uma base sustentada, mas precisava de “alguém que, profissionalmente, tivesse mais experiência” na área das associações empresariais. “Indicaram-me a Mafalda (Cunha) que tinha estado muito ligada a muitos programas da ACIST.

Consegui contratá-la e ela veio com alguma ambição e começou com o trabalho de angariação de sócios”, recordou Manuel Pontes. O “ritmo ambicioso” impresso pela diretora-geral fez com que a AEBA crescesse a um ponto que o presidente não acreditava ser possível chegar. “Crescemos sempre ligados a grandes instituições, o próprio Governo foi reconhecendo o nosso mérito e isso foi um incentivo”, acrescentou.

A evolução “obrigou” a apostar em novas instalações. Em 2009, a associação empresarial “mudou-se” para o Edifício Nova Trofa, num espaço de 500 metros, que acolheu os mais variados serviços. Manuel Pontes e todos os responsáveis da AEBA têm sentido “na pele” as consequências da atual conjuntura económica nacional. No entanto, o presidente faz um “balanço positivo” dos 12 anos da associação. “Sinto um certo gozo por termos criado uma associação empresarial que a Trofa se pode orgulhar, pois tem nível, é respeitada e tem conseguido impor-se em vários campos”, sublinhou.

Manuel Pontes não se recandidata

Após 12 anos à frente da AEBA, Manuel Pontes não pensa apresentar recandidatura à direção. “Está na hora de passar o testemunho”, afirma e, comparando a AEBA a um barco, destacou que a vai deixar “a flutuar”.

O mandato termina dentro de dois anos, mas o trabalho de renovação já está a ser feito. A direção que tomou posse em 2011 conta com “membros jovens de empresas com visão internacional, com muita qualificação e
qualidade”.

Exportar é a solução para “fintar” a crise

No que diz respeito à crise económica, a situação “ainda é de inclinação”, afirmou Manuel Pontes. No entanto, a solução parece estar na exportação, cujos números “são positivos”. “Eu próprio, nunca tinha exportado um grama de fio, mas ainda hoje vão duas ou três toneladas para fora, para França”, contou. “Vamos ter um ano muito duro, mas como o que desce acaba por subir, temos a esperança que a curto prazo as coisas comecem a modificar. Estou convencido que as empresas vão deixar de despedir e começar a admitir”, sublinhou.

O mercado externo surge então como “plano B” para a recuperação da economia portuguesa e atenta a essa realidade, a AEBA tem promovido palestras, nas quais incentiva as empresas associadas a exportar.

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